

CONCLUSÃO INDEFINIDA
Trata-se de um relato muito estranho que vem acontecendo com um tradicional clube social de Maceió, o Alagoas Iate Clube, também cognominado de “O bem nascido” pela crônica social da cidade. Fundado em janeiro de 1963 sob a égide da boa vontade para com a sua terra natal, cresceu e tornou-se o lazer preferido dos alagoanos nos fins de semana, nos salões de festas, piscinas de água salgada, pianos bar, jogos de salão, esportes e os passeios de jangadas e competições marítimas, além das tradicionais reuniões Dançantes as terças feiras e domingos à tarde, com o nosso afiliado Clube de Lazer Idade de Ouro, com mais de 500 associados, proporcionando aos nossos idosos uma verdadeira festa de amizade, alegria e entretenimento.
Não bastasse a política derrotista de alguns para que fosse retirado o seu estacionamento e demais dependências e a entrada nobre do Clube com o Busto em Bronze do seu maior símbolo representante da nossa Marinha do Brasil Almirante Marques de Tamandaré, tendo ao seu lado o mastaréu de hasteamento das bandeiras, guarita, garagens de barcos, quadra de esportes e demais instalações administrativas, o Prefeito alheio a história do Clube, criou uma Lei esdrúxula para desapropriação daquela plataforma marítima, com o fito de construir um “oceanário”. Verificando posteriormente as dificuldades advindas de tamanho do empreendimento, em 11 de janeiro de 2008 revogou a referida lei.
Em 17 de dezembro de 2008 o Governador do Estado certamente alheio aos fatos benéficos do progresso do bairro pelo Clube, decretou a desapropriação, (em outras palavras: Resolveu tomar posse do bem imóvel) pertencente à grande número de associados e publicou o ato no Diário Oficial, com fotos na capa e contra capa, num grande estardalhaço, mandando depositar judicialmente o valor insignificante de R$ 2ll. 000,00 (duzentos e onze mil reais) para pagamento pela desapropriação. Posteriormente os jornais publicaram matéria de uma pagina inteira, em cores, mostrando a maquete da obra pretendida e informando a parceria do Governo com o SENAC, para construir um Restaurante Escola. Nunca em tempo algum a direção do Clube foi procurada ou informada sobre qualquer providência, sem receber a menor atenção do Governador, apesar do envio que fizemos de documentos e relato da verdadeira história do Clube, seu valor histórico e estimativo que ajudou no engrandecimento da cidade fazendo desenvolver o bairro da Ponta Verde.
A desapropriação pelo valor venal informado pela prefeitura é de dez milhões de reais, levando-se em consideração tratar-se de uma obra subaquática de alto custo e em local de difícil execução, que ao longo dos seus 46 anos de existência jamais contou com outra ajuda financeira senão dos seus associados.
A direção do clube, apesar da imissão da posse determinada pelo Governo há mais de três meses, continua sem qualquer solução, visto que nenhuma decisão judiciária até hoje foi tomada. Nem mesmo o valor determinado pela lei de desapropriação, foi liberado, deixando os funcionários sem receber seus salários e também sem água, luz e telefone. Deixamos de receber os alugueres da firma terceirizada, que por sua vez, de má fé, reformulou e destruiu parte da estrutura física do prédio sem, entretanto efetuar o cronograma da obra contratada, alegando fatos escusos com segundas intenções, inclusive juntando-se a diretores do SENAC encarregados da parceria com o Governo através de pessoa de sua confiança. Esses diretores foram demitidos por desvio de verbas da instituição segundo os jornais. Eram eles que estavam empenhados na construção em foco.
Na verdade, apesar de muitos acharem que o Clube não mais existe, continuamos operando burocraticamente, apesar da protelação do juiz ao nosso pedido para que a prefeitura mande construir a rampa de acesso à entrada do Clube,constante do cronograma financeiro da obra em frente ao Clube, que por sinal notamos, a praça está servindo de depósito de material de construção e suas laterais cheias de matos e carrapichos.
Esperamos por uma solução do Governador.
Tenência, Excelência.
PAPAI NOEL
Pesquisando sobre a época natalina, encontramos várias estórias que falam sobre o MITO Papai Noel. Imediatamente veio-me à lembrança, o artista alagoano, radicado no Recife, Aldemar Paiva que escreveu e produziu em gravação o seguinte poema:
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Não gosto de você Papai Noel. Também não gosto desse seu papel de vender ilusões a burguesia. Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio a humildade, jogavam pedras nessa fantasia. Você talvez nem se recorde mais. Cresci depressa e me tornei rapaz, sem esquecer, no entanto o que passei.
Fiz um bilhete pedindo um presente, e a noite inteira eu esperei contente; chegou o sol e você não chegou. Dias depois meu pobre pai cansado, trouxe um trenzinho velho, enferrujado, que me entregou com certa hesitação, fechou os olhos e balbuciou: É pra você, Papai Noel mandou. E se esquivou contendo a emoção.
Alegre e inocente nesse caso, eu pensei que meu bilhete, com atraso chegara as suas mãos no fim do mês. Peguei o trem, dei corda, ele partiu, deu muitas voltas e meu pai sorrindo me abraçou feliz. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade.
Meu pai chegou um dia e disse de medo: onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro na cidade! Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar. E quem não quer abandonar um mimo que lhe deu quem lhe quer bem, eu disse medroso, pai, eu só queria ele... Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele e, por favor, não vá levar meu trem.
Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto tão puro e santo que só Jesus chorou. Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou, ele não deu ouvido... Saiu correndo e nunca mais voltou. Você Papai Noel me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai, sem brinquedo.
Afinal seus presentes não há um que sobre, para riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com Natal. Meu pobre pai doente, mal vestido, para não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão, num gesto nobre, humano, decisivo. Foi longe pra trazer-me um lenitivo, roubando o trem do filho do patrão. Pensei que viajara, no entanto, minha mãe em pranto contou que fora preso e como réu ninguém absolve-lo se atrevia. Foi definhando até que Deus um dia entrou na cela e libertou pro céu
PARA REFLETIR e despertar
DECIDIDAMENTE O
MUNDO NÃO PERTENCE AOS SÁBIOS, INTELIGENTES E CULTOS! MAS, COM CERTEZA, AOS “ÁGUIAS”, DONOS DE MUITA OUSADIA, PERSPICácIA E TALENTO
A FEIRA DO PASSARINHO
Não entendemos porque as estórias que contam e as imagens que a televisão mostra sobre a “Feira do Passarinho”, na maioria das vezes chamam-na de Feira do Rato. Que os estranhos à história da cidade não saibam até se admite, porem os historiadores que pesquisam e os próprios alagoanos têm obrigação de saber a verdade e até hoje ninguém contestou.
A Feira existe a mais de 50 anos e começou em volta do antigo Mercado Público no bairro da Levada, ocupando toda área externa onde vendiam não somente pássaros, mas, também, gaiolas de todo tipo e material para confecção e conserto com peças vulgarmente chamadas de barba de bode, flecha e outros apetrechos usados pelos passarinheiros.
Com a construção do Mercado da Produção pelo Prefeito Dilton Simões no ano de 1974, toda área foi ocupada e os feirantes se espalharam pelos espaços vazios chegando a ocupar grande parte da Rua do Apolo, hoje Melo Moraes. Com o passar do tempo outros feirantes foram chegando diversificando os produtos. Com a proibição da venda de pássaros aquele comercio foi decaindo e se multiplicou com outro tipo de mercadoria, ocupando até os espaços da linha férrea dos trens da CBTU, onde atualmente se vende de tudo e até ferro velho, material elétrico, eletrônico, ferragens, secos e molhados e todo tipo de bugigangas.
Realmente existe a Feira do Rato, que fica na Ponta Grossa na Praça Guedes de Miranda na Rua Paissandú. Por lá a polícia está sempre fiscalizando porquanto dizem que a maioria do material vendido geralmente é fruto de roubo e por esse motivo tem o nome de Feira do Rato. Esta feira não é tão antiga como a Feira do Passarinho e seu maior movimento é a noite.
Portanto, fica esclarecido que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
VAMOS PODAR SEU ÍMPETO !

É DIFÍCIL ACREDITAR!
Por: Paulo Nunes Costa (em evidencia)
É realmente muito difícil entender o porquê desse mundo tão conturbado e cheio de miséria e desilusões. A ganância pelo dinheiro e poder, está corrompendo as pessoas de tal forma que chega a ser impossível acreditar que mesmo em longo prazo tenhamos uma solução viável para tamanha catástrofe.
Muitos acham que o maior problema dessa distensão que se abate no nosso país há vários anos, seja proveniente dos desencontros familiares; a má educação dada à juventude e tantos outros malefícios que a família displicentemente não tem sabido impor com o devido rigor. Até certo ponto esta hipótese é um dos fatores preponderantes para os infaustos acontecimentos, porem é necessário que se diga que o principal ponto nevrálgico da questão é a falta de discernimento do povo brasileiro que se deixa iludir por políticos sem compostura e a devida hombridade, nos forçando a chamar muitos deles, criminosos contumazes, de suas excelências, ao invés de fazerem o seu verdadeiro papel de legítimos representantes e defensores do povo!... Em troca da fortuna e do poder, barganham a qualquer custo uma situação privilegiada nas mais altas esferas do país, criando esse clima de inquietação e revolta, certos de que somos todos alienados, e seus atos equivocados são irrefutáveis mesmo diante de tamanho descomedimento.
A desordem social que assola o país reflete muito bem na desigualdade de vida do ser humano que luta bravamente pela sua sobrevivência, enquanto que os bafejados pela insolência e impunidade dos seus atos mórbidos, se vangloriam do mal que fazem como se fora um despretensioso anjo do bem.
Temos assistido a farra com o dinheiro público. Nomeações de parentes e amigos. Segundo os órgãos noticiosos, somente no Senado tem mais de dez mil funcionários com altos salários, o que significa mais de oitenta empregados para cada Senador, e, naturalmente, para muitos deles nem comparecer ao “trabalho,” estando numa praia qualquer desse Planeta Terra. Enquanto os miseráveis aposentados recebem seus minguados salários que nem sempre dá para compra do seu remédio após tantos anos de labuta em benefício deste País, outros que talvez tenham até dado golpe na Previdência, vivem com os bolsos cheios à custa dos miseráveis.
Felizmente a esperança de uma reviravolta radical nesta situação desesperadora porque passamos, poderá resplandecer e novos rumos frutificar para todos e grandeza do nosso Brasil.
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AS NOSSAS PRAIAS
Assisti esta semana no noticiário da TV às 13 horas, uma reportagem com respeito aos cães que fazem suas necessidades na via pública, especialmente na orla da Pajuçar, preferida com maior freqüência pelos turistas.
Acham os interlocutores que os responsáveis deveriam cuidar da limpeza dos dejetos expelidos pelos seus animais. Foram entrevistados vários transeuntes e o diretor responsável pelo setor ambiental da prefeitura, que citou leis que regem a matéria prometendo multa e outras providências.
Na realidade é insuportável esse estado de coisas, mas, não precisava tanto qüiproquó para um assunto tão banal, uma vez que temos tantos outros sérios problemas nunca resolvidos e que na realidade espantam muito mais aos turistas e banhistas, como é o caso dos esgotos a céu aberto despejando podridão dos esgotos dos edifícios para o mar. Fui conferir se realmente os esgotos ainda existiam e verifiquei que continuam estaguinados, de cor esverdeada e cheios de insetos e lixo.
O Riacho Salgadinho cujo curso desviado da praia do Sobral para a Avenida da Paz, numa infeliz iniciativa do então Interventor Ismar de Goes Monteiro, é um eterno problema que até hoje não foi resolvido.
Apesar das gordas verbas recebidas o problema continua mesmo com tantas encenações, deixando aquela bela avenida totalmente imprestável para o banho de mar e muitas vezes mal cheiroso e freqüentada pelos urubus.
PROPAGANDO ALAGOAS
Quando me transferi para a cidade de Sorocaba em São Paulo, nos idos de 1972, sempre com a mesma mania de fundador de Clubes sociais a exemplo dos que aqui fundei em Maceió, observei que aquela cidade não tinha uma atração que levasse a população a um bom entretenimento, destacando-se o festival dos Tropeiros, principalmente nas épocas propícias. Sua maior atração era a Feira Agro Pecuária e Industrial de Sorocaba, o futebol, na época representado pelo São Bento Esporte Clube e algumas apresentações de bons tocadores de viola a quem chamavam de Cururu e alguns clubes de campo. Muito desenvolvida, entretanto, na arte cênica, donde podemos citar alguns atores e produtores como Paulo Bete, Eliane Jardine, (ambos da Rede Globo) e a bailarina Janice Vieira e o teatrólogo Roberto Gil Camargo. O forte mesmo daquela região são as grandes indústrias.
Observei como radioamador que Sorocaba possuía um bom número de radioamadores, alguns em plena atividade, porém não havia um líder que proporcionasse um local apropriado que pudesse reuni-los para melhor entrosamento entre todos os colegas radioamadores. Veio-me a idéia de fundar um clube a exemplo de outras cidades da região.
Enviei correspondência a todos os radioamadores da cidade, marcando numa tarde de sábado, na sede do Clube de Diretores Lojistas, uma reunião para tratar de assuntos ligados ao radioamadorismo, incluindo entre os radioamadores, adeptos ao hobby.
Obtivemos um comparecimento maciço de cerca de 40 colegas prefixados e mais outros adeptos formando um quadro de mais de 50 sócios fundadores. O Clube que tomou o nome de Clube de Rádio Amadores de Sorocaba (CRASO) cresceu e contou com o apoio integral da Diretoria da LABRE de São Paulo e a feliz iniciativa de ter como seu Presidente de Honra o Cel. Araquém, Comandante da (C.R.) (Circunscrição de Recrutamento) de Sorocaba que nos prestigiou com o seu apoio e relevante serviço.
Funcionamos numa sede provisória na Rua 15 de Novembro no centro da cidade, bem instalados com sala de jogos de salão, equipamento completo de rádio emissão e um bom serviço de secretaria.
Quando da apresentação de 14ª Feira Agro Pecuária e Industrial de Sorocaba (FAPES) conseguimos da prefeitura um stand totalmente montado, que fizemos demonstrações de material e diplomas de diversos radioamadores e de quadros e faixas alusivos ao Exercito, e tivemos a subida honra de tomar parte na abertura da Feira com a presença do Governador do Estado de São Paulo Laudo Natel; do Prefeito de Sorocaba Crespo Gonzáles e do Comandante Cel. Araquém da guarnição do Exercito em Sorocaba.Nosso stand foi o mais visitado, com um equipamentos de rádio amador falando a todo instante para o Brasil e o Mundo, com antenas direcionais.O Clube recebeu um diploma de Honra ao Mérito como sendo o mais visitado da Feira.
Após todo esse sucesso do nosso Clube, com adesão de outros companheiros e conceito no cenário rádio amadorístico da região, este então presidente do Clube, que relembra toda esta história, ainda teve a ousadia de querer muito mais: demonstrar as belezas folclóricas de seu Estado, Alagoas, ao povo daquela região, convidando para Sorocaba naquele mesmo ano, o colega radioamador de Maceió Cel. Francisco Alves Mata PP7IY, com sua esposa D. Odete e sua cunhada Dinorá, exímios organizadores do autêntico Pastoril, para ensaiar nos meses de outubro, novembro e dezembro o mais querido e apreciado folclore do Nordeste. Aceito o convite, foram três meses de muito trabalho e dedicação dos nossos amigos, incluindo sua filha Selma, que residia na capital paulista e que comparecia para ajudar nos fins de semana.
E assim o Clube dos Radioamadores de Sorocaba conseguiu mais uma proeza impar na sua história, e mais uma vez conseguiu todo apoio do prefeito da cidade que cedeu toda a área da Feira, um grande terreno, onde colocamos a palhoça da função do Pastoril,parque de diversões, bazar de prendas e comidas típicas vindas de Maceió, inclusive tapioca, ainda totalmente desconhecida naquelas regiões, frutas e doces regionais.
O sucesso foi tão extraordinário que o Bispo da Cidade, D. Antonio Melhado, encantado com a apresentação que assistira, convidou-nos para as pastoras se formarem ao lado do Altar mó, na missa de Natal e após oferecesse ao público, no salão ao lado da Catedral, uma apresentação do nosso Pastoril.
Não temos mais notícias do Clube, pois já faleceram vários colegas e um dos atuantes naquela empreitada Nilson Martins Domenes PY2EYE, me informou pelo rádio que estava tentando reativá-lo, o que é muito difícil. Espero que um dia consiga
A T E N Ç Ã O
ESCLARECIMENTO
Cansado de ser consultado, às vezes até com certa veemência, por determinadas pessoas, principalmente associados do Alagoas Iate Clube (Alagoinha), da situação em que se encontra o nosso Clube que de uma hora para outra consta como sendo desapropriado pelo Governador do Estado, sinto-me no dever de prestar alguns esclarecimentos sobre o assunto.
Sabe-se que foi editada uma lei pelo Governo do Estado, publicada no Diário Oficial de 17 de dezembro de 2008, desapropriando as “benfeitorias” do Clube, entretanto, até esta data jamais recebemos qualquer notificação ou consulta prévia por parte do governo, muito embora estejamos implantados ali há 45 anos, numa plataforma marítima, autorizados pelo Ministério da Marinha, com licença de construção da Capitania dos Portos e certidão comprobatória do ato, do Serviço do Patrimônio da União (SPU) além de outros documentos com fé de ofício. Em conseqüência, esta Comodoria ou qualquer outro diretor do Clube não tem condições de esclarecer o motivo da desapropriação, dado a omissão antidemocrática do Governador, que não quis nos receber, apesar do dossiê que lhe enviamos, da história de um Clube, de um bairro, da Cidade e do Estado que Ele Governa.
Na realidade construímos uma obra orgulho para o nosso Estado. Aí vai um pouco da nossa história.
UM SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE
Eis o grande sonho acalentado por um pequeno grupo de bravos filhos da Terra dos Marechais: CONSTRUIR UM CLUBE AQUÁTICO incrustado no bonito recanto da Ponta Verde, EM PLENO MAR, a desafiar as intempéries da Natureza e a incredulidade e o cepticismo de muitos. O sonho se tornou realidade. O Alagoas Iate Clube, carinhosamente chamado de “Alagoinha”, plantou raízes no mar da Ponta Verde, e no início deste ano, precisamente no dia 06 de janeiro, completou 46 anos de existência.
De visionários e sonhadores, esses intrépidos homens do mar se transformaram em verdadeiros heróis ao iniciarem a construção de uma obra, considerada de alto risco e difícil execução. Estimada de elevado custo, defrontavam-se eles com o desafio da escassez dos recursos financeiros indispensáveis a tão ousado empreendimento.
Contava, apenas, com a receita arrecadada do seu quadro social, e graças a Deus obteve recursos suficientes para o início das obras, haja vista a grande aceitação dos alagoanos que apoiaram a iniciativa, que tornaria Maceió detentora de mais uma grande obra clubística que proporcionou maiores condições de lazer e entretenimento.
Às dificuldades que se afiguravam ingentes, contrapunha-se a fibra e o entusiasmo desses indômitos alagoanos, identificados com a Terra Natal e determinados a oferecerem à sociedade local uma nova opção de lazer, a mar aberto.
O sinal verde dado pela Marinha do Brasil representou novo alento e seiva nova para a concretização do tão almejado sonho. O “Alagoinha” é fruto do denodo, da persistência e da voluntariedade de seus construtores, poucos dos quais ainda estão em nosso meio.
Menção especial e honra pelo mérito aos abnegados idealizadores e construtores do Clube, mercê da experiência adquirida com a construção em l952 do Iate Clube Pajussara, que se transformou, também, num dos maiores clube social do Estado.
O Alagoas Iate Clube não fosse à má vontade de alguns e o espírito destrutivo de outros, estaria ainda hoje representando, como sempre o fez a nossa Cidade como o seu verdadeiro cartão postal, legítimo substituto do decantado Gogó da Ema.
AQUELE QUE NASCEU DO MAR
Escrito por Rita Palmares para a Revista do “Alagoinha”
Em uma noite enluarada Netuno e Anfitrite já entediados da fauna marinha que seus olhos há milênios vislumbravam, confabularam de fazer surgir sobre as águas, algo diferente que os deslumbrassem, quebrando a monotonia reinante.
Como deuses mitológicos, porém a concretização de tão ousado sonho precisaria da cooperação das criaturas da terra. E esta não se fez esperar. Juntaram-se homens também sonhadores idealistas dinâmicos, e com a decisão e intrepidez de titãs, decidiram que o desejo dos deuses oceânicos seria atendido, e iniciaram a portentosa obra.
Os tímidos, os indecisos, não acreditavam no arrojo de tão majestoso empreendimento, e, a proporção que suas estruturas assomavam á flor das águas, não faltaram os maledicentes, os demolidores, os invejosos que prognosticavam um fracasso total. O grupo, porém, coeso, não esmoreceu. Enfrentou, por várias vezes, grandes procelas, obstáculos de todas as formas. E também não se deixou levar pelo canto tentador e enganador das sereias, fazendo-o tomar rumo diverso ao da rota iniciada.
E, persistindo em levar avante aquele sonho, viam lentamente, crescer, em forma de concha redonda, ligada à terra por um promontório artificial, os seus anseios de homens realizadores
E eis que, afinal, vencendo tremendos óbices, tudo ficou pronto. E ao surgir de uma manhã ensolarada, quando o sol se espraiava sobre as águas tranqüilas da enseada de Ponta Verde, fazia também reluzir as vidraças e metais que circundavam aquele pequeno anfiteatro aonde iria se reunir a nata da sociedade alagoana para os torneios dançantes, as competições esportivas dos veleiros, enfim, um agradável ponto de reunião onde, ao murmúrio das ondas que ali se esboroam, poderiam saborear apetitosos pratos regionais em agradáveis refeições com seus familiares e amigos. Estava, pronto, construído o Palácio do Mar. Tudo era festa, Gaivotas alegres voejavam em seu derredor e peixinhos pulavam de contentes.
E, assim, nasceu aquele que foi batizado com o nome de ALAGOAS IATE CLUBE e, depois, carinhosamente “crismado” de “Alagoinha”, o filho caçula do sonho e desejo de Netuno e Anfitrite. Que depois passou a ser “a menina dos olhos” dos irmãos Costa – Luiz e Paulo – e “afilhado” querido de José Padilha Queiroz e dos demais membros de sua Diretoria.
Embalado em berço de algas sobre as águas mansas do mar de Ponta Verde, lá, onde tudo é verde, os coqueiros, a cor do oceano, junto ao da esperança de te ver crescer cada vez mais belo, tornando-se mais suntuoso, confortável e acolhedor para orgulho e satisfação dos teus idealizadores e dos filhos desta terra das belas prais!
AS DÚVIDAS NA ELEIÇÃO
Diante de tudo que estamos apreciando na política atual, é de se pensar muito a quem dar o nosso voto. Olhamos para todos os lados e a dúvida persiste. Cada dia que passa aparece mais uma falcatrua de alguém, e muitas vezes de um alguém de quem jamais imaginaríamos tal absurdo. Na verdade a política esconde muitas surpresas, as quais geralmente para o mal, mas um dia sempre são descobertas.
Muitos políticos que apreciávamos pela sua aparente conduta moral e maneira de ser até então, hoje nos decepcionam. O fato é que no momento entre tantos pré-candidatos para os diversos cargos políticos, ainda não vejo com bons olhos nenhum deles, isto é, os que se declaram futuros candidatos até então. Sei que ainda deverão aparecer bons candidatos, mas até o momento, pelo que sabemos ainda não se declararam abertamente. Realmente é preciso pensar muito para não cair em mais uma esparrela, porque essa será uma jogada decisiva se quisermos consertar o nosso país. Só depende de você.
Conheci homens de bem que influenciados por amigos, conseguiram com o seu prestígio ilibado, uma cadeira na Assembléia Legislativa com uma votação apreciável. Não eram políticos, foram eleitos pelo seu valor intrínseco, com o fito de trabalhar pelo seu Estado. Enojados com tantas avessas ao seu caráter, logo renunciaram.
Vamos aguardar os acontecimentos. Está cedo para escolhermos os nossos candidatos. Faça o mesmo, não se deixe enganar com programas faraônicos e promessas ardilosas. Até lá deverá aparecer alguém que possa mudar essa triste história que vem acontecendo. Se possível dê preferência por candidatos alheios a atual política. Tem muita gente boa que já demonstrou no desempenho do seu mandato, anteriormente, o quanto poderão fazer para mudar esse estado de coisas. Fé e esperança e mãos à obra.
ESTE SIM... É O CARA!
Ele deve ter desembarcado da Arca de Noé em qualquer ponto deste país, e ainda não se adaptou bem as suas costumeiras passadas, anda acompanhando o balouçar das ondas do mar. Deve acreditar pela sua convicção e aguçada sabedoria, fazer parte do apostolado de Jesus, pois se intitula o décimo terceiro Apóstolo, sendo o mais poderoso deles porque tem o dom de realizar milagres, o que não acontecia com os demais Apóstolos e somente com Jesus, esporadicamente.
O nosso artista é muito sentimental, se esvai em lágrimas desadoradas pelo sofrimento alheio dos vassalos enfermos a procura do restabelecimento da saúde. Em momentos outros se transforma elegantemente num cowboy, lembrando os velhos tempos de Roy Rogers, Buc Jones e tantos outros de quando éramos criança. O medo faz com toda essa bizarria, desvairados os menos esclarecidos com tanta sutileza. Enquanto isso o alagoano passivo, inerte, alheio aos seus direitos, se sacrifica do seu lazer pelo mal que lhe impuseram sem que nada aconteça aos poderosos usurpadores das regras constitucionais, tornando-se cada dia mais ricos e poderosos, isentos das obrigações pecuniárias, exigidas com tanto rigor daqueles que labutam honestamente e fazem a grandeza do país.
A CONSTRUÇÃO DA SEDE DA LABRE EM ALAGOAS.
Escrita por - Paulo Costa PP7HO – transcrita do Blog – emevidencia.zip. net
Tenho acompanhado algumas histórias de entidades sócias esportiva pela internet através do Google, e vez por outra tenho me deparado com algumas notícias não tanto verdadeiras. Como sócio Remido da Liga de Amadores Brasileiros de Radio Emissão (LABRE) da qual faço parte desde a década de 1950, naturalmente que conheço muito bem suas atividades, sobretudo porque fui por várias vezes, em Alagoas, seu Diretor Seccional e outras vezes Presidente do Conselho Diretor com assento nas reuniões do Conselho Nacional em Brasília, tendo me afastado da Presidência em novembro de 2006, pelo término do mandato, desejando transferir a responsabilidade para outrem.
Na década de 50 a LABRE funcionava numa pequena sala de um prédio na Rua do Comércio, de propriedade do Dr. Humberto Paiva. Naquela época os radioamadores tinham obrigatoriamente de se associarem a LABRE. Estava, eu, começando a minha vida radioamdorística com o indicativo de chamada (Prefixo) PY7JJ, o que somente se conseguia após um acurado exame, na (EACT ) Escola de Aperfeiçoamento dos Correios e Telégrafos, tendo como matérias principais Legislação, radioeletricidade, português e telegrafia (transmissão e recepção).
Comecei a freqüentar a Entidade já como associada e posteriormente após os exames, como radioamador. Dados ao meu entusiasmo pelo radioamadorismo fizemos em casa, na minha estação, várias demonstrações a amigos, fazendo-os, mais tarde, também radioamadores. Levando-se em consideração que o fato já ultrapassa os 60 anos, natural que não me venha à lembrança de todos, mas, não poderia esquecer o Carlos Jorge Calheiros, Dr. José Carnaúba, José Cedrim, Marcio Pereira do Carmo, Odorico Moura, Dr. Rostan Silvestre da Silva, João Soares de Andrade, Osman de Barros Leite e tantos outros que ao longo do tempo, alguns se tornaram bons radioamadores. Por outro lado passei a gozar da amizade de outros companheiros que já militavam no rádio e que me ajudaram a crescer na contextura radio amadorística. Entre eles posso citar os veteranos José Simons Filho, Euclides Marinho de Azevedo. Francisco e José Quintela Cavalcante, Eduardo Jorge Silva, Cirilo Braga Filho, Juarez Mesquita Leite, Danúbio Pereira de Carvalho, Abelardo Pontes Lima, (na época Prefeito de Maceió), Arquimínio Pereira de Carvalho, José Aragão, Vicente e Antonio Gerbase, Talma de Barros Monteiro, Prasildo Medeiros Wanderley, Vivaldo José dos Santos, Astério Dorvillè Loureiro, Delson Pimental Leite e tantos outros. Uma infinidade de colegas guardados em minha lembrança e quase todos já partiram para a vida eterna.
A AQUISIÇÃO DO TERRENO
Vendo a grande dificuldade para a concessão de um local para construir uma sede para a Labre, o então Diretor Seccional José Simons Filho, juntamente com o colega e amigo radioamador Vicente Gerbase, tomaram a iniciativa de apelar para o Presidente Nacional da Labre, radioamador PY1CQ Dr. Cícero Barreto, cuja sede na época era no Rio de Janeiro, fazendo ver da necessidade da interferência daquela presidência no sentido de conseguir um terreno que estava sendo liberado à prefeitura para uma praça, vez que no seu lugar era instalado o Farol de Maceió e por motivos óbvios fora demolido. Constava que o referido Presidente da Labre Nacional era muito amigo do Presidente Marechal Castelo Branco. Este atendeu prontamente o pedido e prometeu tratar do assunto e por surpresa de todos foi dada a autorização ao Serviço do Patrimônio da União para ceder parte do referido terreno, o que foi feito através de escritura do Registro de Imóveis e Hipotecas de Maceió, conforme certidão de 30 de junho de 1966, devidamente registrada no livro 4-J-fls. 127/128 número 4742 em 12 de outubro de 1966. O Terreno foi demarcado sem condições imediatas de dar início à construção da almejada obra.
No teor da escritura existe uma cláusula que determina a devolução do terreno caso não seja dado início a construção da sede dentro de dois anos a partir da assinatura da posse.
A CONSTRUÇÃO DA SEDE PRÓPRIA
A Labre vinha funcionando precariamente já há alguns anos na sede provisória na Rua do Comercio em uma pequena sala alugada como acima foi dito e já não comportava mais a movimentação dos seus associados por falta de acomodações e movimentação de sua secretaria, já que a carteira de cartões QSL era muito grande dado ao número apreciável de associados radioamadores ativos. Na ocasião o Diretor Seccional era o colega Talma Monteiro e o Presidente do Conselho o colega Carlos Jorge Calheiros. Este me informou de que estava em negociações com o então Prefeito Divaldo Suruagy para realizar uma troca do terreno da LABRE na Ladeira da Catedral, por outro pertencente à Prefeitura, ao lado da antiga estação rodoviária, onde hoje se encontra construído um ginásio. Fiz ver das condições precárias de uma sede ao lado de uma estação rodoviária que certamente traria muito transtorno, especialmente por ser um local impróprio para transmissões de equipamentos de rádio. Alegou-me Carlos Jorge que faltavam apenas quatro meses para encerrar o prazo do início da construção e estávamos prestes a perder o terreno. Como se sabe, quando se está no auge de posições privilegiadas e minha situação de Gerente de banco me oferecia esta oportunidade, acreditei que o então Governador do Estado Lamenha Filho poderia nos dar um substancial ajuda financeira para iniciarmos a almejada construção, uma vez que se tratava, realmente, de um cliente amigo. Pedi, então, ao Carlos Jorge que fizesse uma reunião com todos os diretores e conselheiros para explanar a minha idéia, o que foi feito alguns dia depois com alegações claras e sucintas. O Diretor Talma coordenador da reunião, após discutir o assunto e ouvir as opiniões, opinou para que este idealizador da proposta tomasse à frente e procurasse o mais rápido possível condições palpáveis para que fosse imediatamente iniciada a construção sob pena de perdermos o terreno. Ali mesmo formei uma comissão contando com os companheiros Danúbio Pereira de Carvalho e Anselmo Botelho. No dia seguinte fomos ao Palácio dos Martírios, às 10 horas e imediatamente fomos atendidos pelo Governador que nos recebeu demonstrando vivo interesse pelo assunto mandando liberar uma importância de Cr$ 10.000.000,00(dez milhões de cruzeiros).
Naquela época o Estado estava construindo o Trapichão sobre a administração do não menos cliente amigo, industrial Napoleão Barbosa, proprietário de uma indústria de camas denominada de Camas Progresso, localizada na Rua Silverio Jorge por traz da Avenida da Paz. Estavam sendo feitos Bingos semanalmente, realizados no próprio terreno do futuro estádio. Sorteavam-se cinco automóveis todos os domingos e com essa renda e ajuda do Estado, a obra estava avançando bastante. Certa feita o Ministério da Fazenda proibira a realização de bingos que já se alastrava em todo país, permitindo, apenas, mais duas rodadas para a FAPE (Federação Alagoana de Promoções Esportivas). Independente desse contratempo, aproveitando a oportunidade, solicitei ao Governador, na ocasião, que me autorizasse a pedir a mesma ajuda ao Napoleão Barbosa, por conta da FAPE e para tal me fornecesse um cartão autorizando o pedido. Consegui, entretanto, com alegação de que o Napoleão era um nosso comum amigo e não se negaria. Mesmo assim obtive a credencial. Imediatamente lá na sede na Rua Joaquim Távora, num pequeno sobrado, encontramos o dito cujo que se negou a nos fornecer a importância com as alegações muito justas por sinal, do encerramento dos bingos, vez que Dalí em diante, o Governo iria arcar com o término de toda construção do estádio. Apresentei-lhe o cartão do Governador que admirado resmungou: O Lamenha dá as ordens e ele mesmo descumpre. Disse-me que não gastasse mais nada afora a construção e agora faz ao contrário. Disse: Como somos amigos naturalmente levou tudo isso em consideração. Vou mandar pagar de duas vezes, exclamou.
A verba arrecadada de vinte milhões de cruzeiros foi entregue ao Presidente Talma de Barros Monteiro PY7GV que deu início a construção, aos poucos, conseguindo posteriormente ajuda de mais alguns associados, principalmente em material e assim conseguimos manter a LABRE em ótima localização, muito embora vivendo hoje em situação precaríssima por falta de ajuda governamental, principalmente.
Estava eu em Sorocaba-SP. quando recebi do Talma um convite dando conta de que em lº de maio de 1971 seria a inauguração da sede da Labre. Ao retornar à Maceió em 1976 reintegrei-me na qualidade de sócio Remido e posteriormente, daí em diante fui seu Diretor e Presidente do Conselho por várias vezes, tendo me afastado em novembro de 2006 ao término do meu último mandato, conforme citado acima.
Nesse ínterim verifica-se que diretores anteriores, alheios a história verdadeira da Entidade, dilapidara todo acervo histórico, desapareceram documentos e registro de velhos associados e destruíram e fizeram desaparecer os quadros dos Presidentes da LABRE existentes em sua galeria de honra.
Minha maior surpresa foi ao ler no Google a reportagem da Revista Eletrônica Popular 120 e 121 de julho/agosto de 1971 da “Inauguração da Sede da Labre em Alagoas, sem sequer fazer referência aquele que conseguiu mudar o que seria a sua triste história.” E sua maior decepção foi presenciar uma placa de bronze aposta na parede de frente da sede, fazendo alusão aos seus colaboradores, mais uma vez omitindo o óbvio.
E ASSIM É A HUMANIDADE.
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