O ESTADO DE VIDA IDEAL

 publicado no blog de 20 de de novembro e 2009  emevidencia.zip,net

          Nesta tarde de domingo 20 de dezembro, surpreendendo a todos os maceioenses com um dia nublado, encontrei na internet um artigo publicado no dia 23 de novembro pelo Senador Renan Calheiros, com o seguinte título: “BOLSA-FAMÍLIA VENCE A FOME”

          Na realidade a fome é um dos piores se não o maior problema de avidez causado a humanidade, mas é necessário lembrar que o ser humano não vive somente do alimento que mata sua fome. – Trabalhar, alimentar-se, descansar e voltar no dia seguinte à mesma labuta, sem viver um estado de espírito saudável por menor que lhe seja, de nada vale o alimento se o corpo está prestes à mutação até a morte pela enfermidade cometida incapaz de ser curada por falta dos requisitos necessários para manutenção da sua saúde, propulsora do estado de viver.

          Falta muita coisa ainda e o tempo se esvai. As promessas de campanha deixam muito a desejar e nem sempre são cumpridas. O brasileiro tem memória muito curta e termina se conformando com o pouco que lhe é servido, contanto que lhe satisfaça hoje, pois amanhã será outro dia para continuar esperando.

Escrito por em-evidencia às 17h16 [ ] [ envie esta mensagem ] []

ESQUECERAM-SE DE NÓS

               Em janeiro de 1963 quando fundamos o Alagoas Iate Clube, juntou-se a nós com o entusiasmo que lhe era  peculiar, principalmente pelo esporte da vela, o então Capitão dos Portos de Alagoas , Capitão de Corveta Jorge  Tibau que nos trouxe  a idéia  de transferir o Clube para dentro do mar.  Apesar do pouco espaço de tempo em que estava em Maceió, teve a larga visão de observar que a Ponta Verde onde instalamos o Clube, estava a margem de uma das praias mais bonitas do Brasil, com um cenário pitoresco pelos seus bancos de pedras calcárias e águas claras e esverdeadas, tornando o ambiente lindo e acolhedor. Proporcionou-nos todo elemento necessário ao encaminhamento do pedido para o Ministério da Marinha e providenciou o encaminhamento em uma de suas viagens à Brasília, do  dossiê necessário aos primeiros estudos para aprovação do pedido. Depois de cumpridas exigidos pelos  vários setores competentes do Ministério, obtivemos a devida autorização assinada, na época pelo então Ministro da Marinha, Silvio Borges da Silva Motta. Imediatamente a Capitania dos Portos nos forneceu o Alvará de Licença de Construção e continuou indefinidamente acompanhando a construção e instruindo sobre como se portar no sistema de iluminação e informando tão logo fosse concluída totalmente a construção, fosse informado para fazer constar da carta marítima de navegação.

               Durante seus 40 anos de existência após titânica luta para conseguir verba suficiente (diga-se de passagem: exclusivamente dos associados) e apoio dos alagoanos de boa fé, o Alagoinha assim chamado por todos, tornou-se a obra mais apreciada pelos turistas que subscreveram mais de 10 mil assinaturas com referências das mais elogiáveis a um Clube social em todo o país.

               Jamais um Capitão dos Portos e tantos outros oficiais da alta cúpula da Marinha do Brasil deixaram de comparecer aos eventos do nosso Clube, inclusive nas manhãs de sol realizadas aos domingos e feriados e muitas vezes para prestigiar as regatas e as provas de natação realizadas na bacia da Pajuçara. Infelizmente “Azas  Negras” sempre estão presentes em todas as boas iniciativas, principalmente quando são aproveitadores parasitas que nada produzem em benefício de sua Terra, incapazes de realizar algo sem as gordas remunerações que muitas vezes são surrupiadas.

               Após os acontecimentos destrutores do “ALAGOINHA” ao invés de contarmos com o apoio incondicional do Governo do Estado e de outras autoridades para o seu soerguimento como fonte produtora do turismo de Alagoas, que o era, se dá ao contrário com o intuito de se fazer  aquilo que jamais foi pretendido em tempo algum. O alagoano como todos os brasileiros tem sua grande culpa no caos que envolve o nosso país. São eles os propulsores da degradação e da anarquia que nos envolve, levando os malfeitores aos mais altos cargos do poder.

          Morre a matéria, mas a alma e o amor próprio continuam, embevecidos, principalmente, pela  grandeza de suas  atitudes e realizações em benefício de uma coletividade. Forças estranhas tudo fizeram pela derrocada do “Alagoinha”certos de que perdurará  eternamente o poder econômico e político, tão próprio da humanidade gananciosa.

Do Alagoas Iate Clube surgiram grandes realizações. Frutificaram Duas Flotilhas de Snipes, a prova  de natação e a Federação Alagoana de Vela e Motor, alem das revistas e cartões postais  espalhados pelo Brasil e o mundo, propagando as belezas de nossa querida Maceió, como uma espécie de herdeiro do Gogó da Ema que tanto enalteceu  nossa cidade em versos e prosa.

A Capitania dos Portos que tanto fez pelo Clube, hoje renega a sua existência e chega até apoiar as irregularidades de apropriação de um patrimônio que lhes pertence por força estatutária e que tem como seu maior patrono o Comodoro de Honra o Capitão dos Portos de Alagoas desde a sua fundação, numa homenagem ao seu idealizador sobre o mar. Jamais a comodoria do Clube foi omitida das inúmeras cerimônias realizadas na Capitania.

O espírito altruístico do ALAGOAS IATE CLUBE continua vivo na memória de seus idealizadores tendo, ainda, como chama viva de sua história o busto do patrono da nossa Marinha, O Almirante Joaquim Marques Lisboa – Marques de Tamandaré

     Escreveu: Paulo Costa Comodoro.

PP7ho@ig.com.br

Escrito por em-evidencia às 18h49 [ ] [ envie esta mensagem ] []

          PAPAI  NOEL

        Pesquisando sobre a época natalina, encontramos várias estórias que falam sobre o MITO Papai Noel. Imediatamente veio-me à lembrança, o artista alagoano, radicado no Recife, Aldemar Paiva que escreveu e produziu em gravação o seguinte poema:

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Não gosto de você Papai Noel. Também não gosto desse seu papel de vender ilusões a burguesia. Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio a humildade, jogavam pedras nessa fantasia. Você talvez nem se recorde mais. Cresci depressa e me tornei rapaz, sem esquecer, no entanto o que passei.

 

Fiz um bilhete pedindo um presente, e a noite inteira eu esperei contente; chegou o sol e você não chegou. Dias depois meu pobre pai cansado, trouxe um trenzinho velho, enferrujado, que me entregou com certa hesitação, fechou os olhos e balbuciou: É pra você, Papai Noel mandou. E se esquivou contendo a emoção.

 

Alegre e inocente nesse caso, eu pensei que meu bilhete, com atraso chegara as suas mãos no fim do mês. Peguei o trem, dei corda, ele partiu, deu muitas voltas e meu pai sorrindo me abraçou feliz. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade.

Meu pai chegou um dia e disse de medo: onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro na cidade! Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar. E quem não quer abandonar um mimo que lhe deu quem lhe quer bem, eu disse medroso, pai, eu só queria ele... Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele e, por favor, não vá levar meu trem.

Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto tão puro e santo que só Jesus chorou. Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou, ele não deu ouvido... Saiu correndo e nunca mais voltou. Você Papai Noel me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai, sem brinquedo.

Afinal seus presentes não há um que sobre, para riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com Natal. Meu pobre pai doente, mal vestido, para não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão, num gesto nobre, humano, decisivo. Foi longe pra trazer-me um lenitivo, roubando o trem do filho do patrão. Pensei que viajara, no entanto, minha mãe em pranto contou que fora preso e como réu ninguém absolve-lo se atrevia. Foi definhando até que Deus um dia entrou na cela e libertou pro céu

Escrito por em-evidencia às 13h39 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Escrito por em-evidencia às 13h23 [ ] [ envie esta mensagem ] []

POR INCRIVEL QUE PAREÇA

Penso até que estamos em outro país. Assistimos constantemente as notícias dos grandes Centros dando conta da prisão de bicheiros por não cumprirem as leis que proíbem o jogo de azar, porem aqui no Nordeste a coisa é muito diferente, principalmente aqui em Maceió. Algumas rádios, até oficial, transmitem diariamente, á tarde e á noite os resultados do jogo do bicho e não existe nenhuma proibição. São “dois pesos e duas medidas” se assim podemos classificar.

 

De qualquer forma o erro já vem de cima. Não digam que loterias e raspadinhas não são jogos de azar! Seria muito mais confortável para o País e até para os próprios bicheiros, a regularização da matéria e certamente com uma bem feita resolução, tudo se acomodaria sem maiores problemas como vem acontecendo atualmente. Jà pensaram se alguém condenado pelo jogo de azar entra na justiça alegando que o próprio Estado pratica esse tipo de contravenção penal?

Escrito por em-evidencia às 13h21 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Escrito por em-evidencia às 18h49 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Escrito por em-evidencia às 14h18 [ ] [ envie esta mensagem ] []

ASSIM É MUI TO FÁCIL

Esse provérbio é muito antigo, mas ainda hoje tem muita gente fazendo uso desse expediente e se apropriando do trabalho dos idealizadores do progresso da Ponta Verde                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              e daquilo que outros fizeram, porque eles nunca souberam fazer, querendo, assim, se vangloriar pelo feito da iniciativa de outrem, usando do expediente do referido provérbio, “fazer figura com o chapéu alheio” como se fossem os salvadores da pátria.

Em tempos passados recebemos no nosso Clube uma comitiva capitaneada pelo então capitão dos portos, que iria construir uma marina na praia da Avenida da Paz, com o apoio do Governo e de outras autoridades                                                                                                                                                                                                                                                                                              e nos solicitou as dependências do Clube para uma recepção pelo regozijo do grande empreendimento, inclusive com apresentação da maquete, cujo coquetel que oferecemos para brindar o evento, foi servido no tombadilho artificial do navio de concreto que representava o marco de uma grande iniciativa, fazendo jus a finalidade de um clube náutico.

É muito fácil construir com recursos do erário federal, principalmente se apropriando da plataforma marítima cedida legalmente pelas autoridades competentes, ao longo de 48 anos quando sequer existia IMA e  IBAMA, sendo a Marinha do Brasil o canal competente para autorizar tamanha realização que fez nascer o bairro mais bonito e apreciado de Maceió, pelos brasileiros e visitantes.

A má vontade e o ostracismo de muitos principalmen de invejosos que nem nasceram nesta abençoada Terra, como é o caso do Gerente Regional do SPU naquela ocasião. Gananciosos e incompetentes, fizeram um trabalho político para aniquilar uma obra prima inédita, construída com o suor e sacrifício de verdadeiros heróis. Desapropriaram toda área do clube sem definição do que pretendiam fazer. Enxotaram-nos com um pedido judicial de imissão de posse e deixam tudo acéfalo permitindo que os vândalos invadissem todo espaço e destruíssem salões e demais dependências e grande parte do acervo histórico do Clube, além da permanência de usuário de drogas  e  até o  assassinato de um deles.

Móveis, material elétrico e eletrônico, instrumentos musicais, piano, sinucas e tantos outros objetos de valor inestimáveis foram destruídos e roubados, apesar de nossos insistentes reclamos.

Com a reintegração de posse decretada pelo Juiz por irregularidades diversas cometidas pelo expropriante, naturalmente que após três anos de dilapidação do patrimônio não tínhamos como aceitar a devolução do irrecuperável, motivo porque fomos forçados a aceitar um insignificante acordo, mesmo porque, sem razão de ser, já estava sendo anunciada uma obra política, mesmo independente de saber se aceitaríamos ou não o acordo oferecido.

É preciso que o povo brasileiro se conscientize de que todos são iguais perante a lei, e pelo fato de alguém ser uma autoridade, (diga-se de passagem) posta no cargo por nós mesmo, possa invadir os direitos alheios com  pretextos esdrúxulos que venham prejudicar o bem estar das pessoas.

Escrito por em-evidencia às 14h10 [ ] [ envie esta mensagem ] []