VAMOS PODAR SEU ÍMPETO !

 

              É DIFÍCIL ACREDITAR!

                                 Por: Paulo Nunes Costa (em evidencia)

          É realmente muito difícil entender o porquê desse mundo tão conturbado e cheio de miséria e desilusões. A ganância pelo dinheiro e poder, está corrompendo as pessoas de tal forma que chega a ser impossível acreditar que mesmo em longo prazo tenhamos uma solução viável para tamanha catástrofe.          

        Muitos acham que o maior problema dessa distensão que se abate no nosso país há vários anos, seja proveniente dos desencontros familiares; a má educação dada à juventude e tantos outros malefícios que a família displicentemente não tem sabido impor com o devido rigor. Até certo ponto esta hipótese é um dos fatores preponderantes para os infaustos acontecimentos, porem é necessário que se diga que o principal ponto nevrálgico da questão é a falta de discernimento do povo brasileiro que se deixa iludir por políticos sem compostura e a devida hombridade, nos forçando a chamar muitos deles, criminosos contumazes, de suas excelências, ao invés de fazerem o seu verdadeiro papel de legítimos representantes e defensores do povo!... Em troca da fortuna e do poder, barganham a qualquer custo uma situação privilegiada nas mais altas esferas do país, criando esse clima de inquietação e revolta, certos de que somos todos alienados, e seus atos equivocados são irrefutáveis mesmo diante de tamanho descomedimento.

     A desordem social que assola o país reflete muito bem na desigualdade de vida do ser humano que luta bravamente pela sua sobrevivência, enquanto que os bafejados pela insolência e impunidade dos seus atos mórbidos, se vangloriam do mal que fazem como se fora um despretensioso anjo do bem.

Temos assistido a farra com o dinheiro público. Nomeações de parentes e amigos. Segundo os órgãos noticiosos, somente no Senado tem mais de dez mil funcionários com altos salários, o que significa mais de oitenta empregados para cada Senador, e, naturalmente, para muitos deles nem comparecer ao “trabalho,” estando numa praia qualquer desse Planeta Terra. Enquanto os miseráveis aposentados recebem seus minguados salários que nem sempre dá para compra do seu remédio após tantos anos de labuta em benefício deste País, outros que talvez tenham até dado golpe na Previdência, vivem com os bolsos cheios à custa dos miseráveis.

     Felizmente a esperança de uma reviravolta radical nesta situação desesperadora porque passamos, poderá resplandecer e novos rumos frutificar para todos e grandeza do nosso Brasil.

    

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 AS NOSSAS PRAIAS

 

Assisti esta semana no noticiário da TV às 13 horas, uma reportagem com respeito aos cães que fazem suas necessidades na via pública, especialmente na orla da Pajuçar, preferida com maior freqüência pelos turistas.

Acham os interlocutores que os responsáveis deveriam cuidar da limpeza dos dejetos expelidos pelos seus animais. Foram entrevistados vários transeuntes e o diretor responsável pelo setor ambiental da prefeitura, que citou leis que regem a matéria prometendo multa e outras providências.

Na realidade é insuportável esse estado de coisas, mas, não precisava tanto qüiproquó para um assunto tão banal, uma vez que temos tantos outros sérios problemas nunca resolvidos e que na realidade espantam muito mais aos turistas e banhistas, como é o caso dos esgotos a céu aberto despejando podridão dos esgotos dos edifícios para o mar. Fui conferir se realmente os esgotos ainda existiam e verifiquei que continuam estaguinados, de cor esverdeada e cheios de insetos e lixo.

O Riacho Salgadinho cujo curso desviado da praia do Sobral para a Avenida da Paz, numa infeliz iniciativa do então Interventor Ismar de Goes Monteiro, é um eterno problema que até hoje não foi resolvido.

Apesar das gordas verbas recebidas o problema continua mesmo com tantas encenações, deixando aquela bela avenida totalmente imprestável para o banho de mar e muitas vezes mal cheiroso e freqüentada pelos urubus.  

PROPAGANDO ALAGOAS

 

Quando me transferi para a cidade de Sorocaba em São Paulo, nos idos de 1972, sempre com a mesma mania de fundador de Clubes sociais a exemplo dos que aqui fundei em Maceió, observei que aquela cidade não tinha uma atração que levasse a população a um bom entretenimento, destacando-se o festival dos Tropeiros, principalmente nas épocas propícias. Sua maior atração era a Feira Agro Pecuária e Industrial de Sorocaba, o futebol, na época representado pelo São Bento Esporte Clube e algumas apresentações de bons tocadores de viola a quem chamavam de Cururu e alguns clubes de campo. Muito desenvolvida, entretanto, na arte cênica, donde podemos citar alguns atores e produtores como Paulo Bete, Eliane Jardine, (ambos da Rede Globo) e a bailarina Janice Vieira e o teatrólogo Roberto Gil Camargo. O forte mesmo daquela região são as grandes indústrias.

Observei como radioamador que Sorocaba possuía um bom número de radioamadores, alguns em plena atividade, porém não havia um líder que proporcionasse um local apropriado que pudesse reuni-los para melhor entrosamento entre todos os colegas radioamadores. Veio-me a idéia de fundar um clube a exemplo de outras cidades da região.

Enviei correspondência a todos os radioamadores da cidade, marcando numa tarde de sábado, na sede do Clube de Diretores Lojistas, uma reunião para tratar de assuntos ligados ao radioamadorismo, incluindo entre os radioamadores, adeptos ao hobby.

Obtivemos um comparecimento maciço de cerca de 40 colegas prefixados e mais outros adeptos formando um quadro de mais de 50 sócios fundadores. O Clube que tomou o nome de Clube de Rádio Amadores de Sorocaba (CRASO) cresceu e contou com o apoio integral da Diretoria da LABRE de São Paulo e a feliz iniciativa de ter como seu Presidente de Honra o Cel. Araquém, Comandante da (C.R.) (Circunscrição de Recrutamento) de Sorocaba que nos prestigiou com o seu apoio e relevante serviço.

Funcionamos numa sede provisória na Rua 15 de Novembro no centro da cidade, bem instalados com sala de jogos de salão, equipamento completo de rádio emissão e um bom serviço de secretaria.

Quando da apresentação de 14ª Feira Agro Pecuária e Industrial de Sorocaba (FAPES) conseguimos da prefeitura um stand totalmente montado, que fizemos demonstrações de material e diplomas de diversos radioamadores e de quadros e faixas alusivos ao Exercito, e  tivemos a subida honra de tomar parte na abertura da Feira com a presença do Governador do Estado de São Paulo Laudo Natel; do Prefeito de Sorocaba Crespo Gonzáles e do Comandante Cel. Araquém da guarnição do Exercito em Sorocaba.Nosso stand foi o mais visitado, com um equipamentos de rádio amador falando a todo instante para o Brasil e o Mundo, com antenas direcionais.O Clube recebeu um diploma de Honra ao Mérito como sendo o mais visitado da Feira.

Após todo esse sucesso do nosso Clube, com adesão de outros companheiros e conceito no cenário rádio amadorístico da região, este então presidente do Clube, que relembra toda esta história, ainda teve a ousadia de querer muito mais: demonstrar as belezas folclóricas de seu Estado, Alagoas, ao povo daquela região, convidando para Sorocaba naquele mesmo ano, o colega radioamador de Maceió Cel. Francisco Alves Mata PP7IY, com sua esposa D. Odete e sua cunhada Dinorá, exímios organizadores do autêntico Pastoril, para ensaiar nos meses de outubro, novembro e dezembro o mais querido e apreciado folclore do Nordeste. Aceito o convite, foram três meses de muito trabalho e dedicação dos nossos amigos, incluindo sua filha Selma, que residia na capital paulista e que comparecia para ajudar nos fins de semana.

E assim o Clube dos Radioamadores de Sorocaba conseguiu mais uma proeza impar na sua história, e mais uma vez conseguiu todo apoio do prefeito da cidade que cedeu toda a área da Feira, um grande terreno, onde colocamos a palhoça da função do Pastoril,parque de diversões, bazar de prendas e comidas típicas vindas de Maceió, inclusive tapioca, ainda totalmente desconhecida naquelas regiões, frutas e doces regionais.    

O sucesso foi tão extraordinário que o Bispo da Cidade, D. Antonio Melhado, encantado com a apresentação que assistira, convidou-nos para as pastoras se formarem ao lado do Altar mó, na missa de Natal e após oferecesse ao público, no salão ao lado da Catedral, uma apresentação do nosso Pastoril.

Não temos mais notícias do Clube, pois já faleceram vários colegas e um dos atuantes naquela empreitada Nilson Martins Domenes PY2EYE, me informou pelo rádio que estava tentando reativá-lo, o que é muito difícil. Espero que um dia consiga    

 

                       A T E N Ç Ã O

             ESCLARECIMENTO

 

          Cansado de ser consultado, às vezes até com certa veemência, por determinadas pessoas, principalmente associados do Alagoas Iate Clube (Alagoinha), da situação em que se encontra o nosso Clube que de uma hora para outra consta como sendo desapropriado pelo Governador do Estado, sinto-me no dever de prestar alguns esclarecimentos sobre o assunto.

           Sabe-se que foi editada uma lei pelo Governo do Estado, publicada no Diário Oficial de 17 de dezembro de 2008, desapropriando as “benfeitorias” do Clube, entretanto, até esta data jamais recebemos qualquer notificação ou consulta prévia por parte do governo, muito embora estejamos implantados ali há 45 anos, numa plataforma marítima, autorizados pelo Ministério da Marinha, com licença de construção da Capitania dos Portos e certidão comprobatória do ato, do Serviço do Patrimônio da União (SPU) além de outros documentos com fé de ofício. Em conseqüência, esta Comodoria ou qualquer outro diretor do Clube não tem condições de esclarecer o motivo da desapropriação, dado a omissão antidemocrática do Governador, que não quis nos receber, apesar do dossiê que lhe enviamos, da história de um Clube, de um bairro, da Cidade e do Estado que Ele Governa.

          Na realidade construímos uma obra orgulho para o nosso Estado. Aí vai um pouco da nossa história.

  

 

    UM SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE

 

 

          Eis o grande sonho acalentado por um pequeno grupo de bravos filhos da Terra dos Marechais: CONSTRUIR UM CLUBE AQUÁTICO incrustado no bonito recanto da Ponta Verde, EM PLENO MAR, a desafiar as intempéries da Natureza e a incredulidade e o cepticismo de muitos. O sonho se tornou realidade. O Alagoas Iate Clube, carinhosamente chamado de  “Alagoinha”, plantou raízes no mar da Ponta Verde, e no início deste ano, precisamente no dia 06 de janeiro, completou 46 anos de existência.

De visionários e sonhadores, esses intrépidos homens do mar se transformaram em verdadeiros heróis ao iniciarem a construção de uma obra, considerada de alto risco e difícil execução. Estimada de elevado custo, defrontavam-se eles com o desafio da escassez dos recursos financeiros indispensáveis a tão ousado empreendimento.

          Contava, apenas, com a receita arrecadada do seu quadro social, e graças a Deus obteve recursos suficientes para o início das obras, haja vista a grande aceitação dos alagoanos que apoiaram a iniciativa, que tornaria Maceió detentora de mais uma grande obra clubística que proporcionou maiores condições de lazer e entretenimento.

Às dificuldades que se afiguravam ingentes, contrapunha-se a fibra e o entusiasmo desses indômitos alagoanos, identificados com a Terra Natal e determinados a oferecerem à sociedade local uma nova opção de lazer, a mar aberto.

O sinal verde dado pela Marinha do Brasil representou novo alento e seiva nova para a concretização do tão almejado sonho. O “Alagoinha” é fruto do denodo, da persistência e da voluntariedade de seus construtores, poucos dos quais ainda estão em nosso meio.

Menção especial e honra pelo mérito aos abnegados idealizadores e construtores do Clube, mercê da experiência adquirida com a construção em l952 do Iate Clube Pajussara, que se transformou, também, num dos maiores clube social do Estado.

O Alagoas Iate Clube não fosse à má vontade de alguns e o espírito destrutivo de outros, estaria ainda hoje representando, como sempre o fez a nossa Cidade como o seu verdadeiro cartão postal, legítimo substituto do decantado Gogó da Ema.

 

                              AQUELE QUE NASCEU DO MAR

 

Escrito por Rita Palmares para a Revista do “Alagoinha”

 

         Em uma noite enluarada Netuno e Anfitrite já entediados da fauna marinha que seus olhos há milênios vislumbravam, confabularam de fazer surgir sobre as águas, algo diferente que os deslumbrassem, quebrando a monotonia reinante.

 

          Como deuses mitológicos, porém a concretização de tão ousado sonho precisaria da cooperação das criaturas da terra. E esta não se fez esperar. Juntaram-se homens também sonhadores idealistas dinâmicos, e com a decisão e intrepidez de titãs, decidiram que o desejo dos deuses oceânicos seria atendido, e iniciaram a portentosa obra.

          Os tímidos, os indecisos, não acreditavam no arrojo de tão majestoso empreendimento, e, a proporção que suas estruturas assomavam á flor das águas, não faltaram os maledicentes, os demolidores, os invejosos que prognosticavam um fracasso total. O grupo, porém, coeso, não esmoreceu. Enfrentou, por várias vezes, grandes procelas, obstáculos de todas as formas. E também não se deixou levar pelo canto tentador e enganador das sereias, fazendo-o tomar rumo diverso ao da rota iniciada.

          E, persistindo em levar avante aquele sonho, viam lentamente, crescer, em forma de concha redonda, ligada à terra por um promontório artificial, os seus anseios de homens realizadores

          E eis que, afinal, vencendo tremendos óbices, tudo ficou pronto. E ao surgir de uma manhã ensolarada, quando o sol se espraiava sobre as águas tranqüilas da enseada de Ponta Verde, fazia também reluzir as vidraças e metais que circundavam aquele pequeno anfiteatro aonde iria se reunir a nata da sociedade alagoana para os torneios dançantes, as competições esportivas dos veleiros, enfim, um agradável ponto de reunião onde, ao murmúrio das ondas que ali se esboroam, poderiam saborear apetitosos pratos regionais em agradáveis refeições com seus familiares e amigos. Estava, pronto, construído o Palácio do Mar. Tudo era festa, Gaivotas alegres voejavam em seu derredor e peixinhos pulavam de contentes.

          E, assim, nasceu aquele que foi batizado com o nome de ALAGOAS IATE CLUBE e, depois, carinhosamente “crismado” de “Alagoinha”, o filho caçula do sonho e desejo de Netuno e Anfitrite. Que depois passou a ser “a menina dos olhos” dos irmãos Costa – Luiz e Paulo – e “afilhado” querido de José Padilha Queiroz e dos demais membros de sua Diretoria.

          Embalado em berço de algas sobre as águas mansas do mar de Ponta Verde, lá, onde tudo é verde, os coqueiros, a cor do oceano, junto ao da esperança de te ver crescer cada vez mais belo, tornando-se mais suntuoso, confortável e acolhedor para orgulho e satisfação dos teus idealizadores e dos filhos desta terra das belas prais!

AS DÚVIDAS NA ELEIÇÃO

 

          Diante de tudo que estamos apreciando na política atual, é de se pensar muito a quem dar o nosso voto. Olhamos para todos os lados e a dúvida persiste. Cada dia que passa aparece mais uma falcatrua de alguém, e muitas vezes de um alguém de quem jamais imaginaríamos tal absurdo. Na verdade a política esconde muitas surpresas, as quais geralmente para o mal, mas um dia sempre são descobertas.

          Muitos políticos que apreciávamos pela sua aparente conduta moral e maneira de ser até então, hoje nos decepcionam. O fato é que no momento entre tantos pré-candidatos para os diversos cargos políticos, ainda não vejo com bons olhos nenhum deles, isto é, os que se declaram futuros candidatos até então. Sei que ainda deverão aparecer bons candidatos, mas até o momento, pelo que sabemos ainda não se declararam abertamente. Realmente é preciso pensar muito para não cair em mais uma esparrela, porque essa será uma jogada decisiva se quisermos consertar o nosso país. Só depende de você.

           Conheci homens de bem que influenciados por amigos, conseguiram com o seu prestígio ilibado, uma cadeira na Assembléia Legislativa com uma votação apreciável. Não eram políticos, foram eleitos pelo seu valor intrínseco, com o fito de trabalhar pelo seu Estado. Enojados com tantas avessas ao seu caráter, logo renunciaram.

          Vamos aguardar os acontecimentos. Está cedo para escolhermos os nossos candidatos. Faça o mesmo, não se deixe enganar com programas faraônicos e promessas ardilosas. Até lá deverá aparecer alguém que possa mudar essa triste história que vem acontecendo. Se possível dê preferência por candidatos alheios a atual política. Tem muita gente boa que já demonstrou no desempenho do seu mandato, anteriormente, o quanto poderão fazer para mudar esse estado de coisas. Fé e esperança e mãos à obra.

Dia do radioamador brasileiro

Seção: (Comemorativa)

 


A
fixação do dia 5 de novembro foi em razão de que, nessa data, no ano de 1924, o Diário Oficial da União publicara o Decreto de nº. 16.657, regulamentando as estações de radioamadores existentes no Brasil, e, até então, consideradas como clandestinas. 

 

O referido decreto foi baixado tendo em vista a representação feita no ano de 1923, pela Academia Brasileira de Ciências, reconhecendo a existência do radioamadorismo no Brasil, tirando-o da clandestinidade.

 


Dia do Radioamador
Ladre Caldas

 

Deus escutou minhas preces:
Que rezei a todo instante.
Deu-nos em 5 de novembro
Um dia de sol radiante

 

Para assim se festejar:
Neste céu azul de anil
O Dia do Radioamador
No coração do Brasil.

 

Salve 5 novembro:
de Dia alegre e brejeiro.
Salve as 'Aves do Paraíso'
Salve o 'Radioamador Brasileiro'.

 

Salve os funcionários da 'LABRE'
E seu 'Conselho Diretor'
Que vem dando 'RNR'
Todo carinho e amor.

 

Salve 5 de novembro
Dia alegre sem igual
Salve todos os 'Corujas'
Salve a 'Escuta Oficial'

 

Salve o 'Radioamador'
Nobre, gentil, altaneiro.
Sentinelas avançadas

  ESTE SIM... É O CARA!

     Ele deve ter desembarcado da Arca de Noé em qualquer ponto deste país, e ainda não se adaptou bem as suas costumeiras passadas, anda acompanhando o balouçar das ondas do mar. Deve acreditar pela sua convicção e aguçada sabedoria, fazer parte do apostolado de Jesus, pois se intitula o décimo terceiro Apóstolo, sendo o mais poderoso deles porque tem o dom de realizar milagres, o que não acontecia com os demais Apóstolos e somente com Jesus, esporadicamente.

     O nosso artista é muito sentimental, se esvai em lágrimas desadoradas pelo sofrimento alheio dos vassalos enfermos a procura do restabelecimento da saúde. Em momentos outros se transforma elegantemente num cowboy, lembrando os velhos tempos de Roy Rogers, Buc Jones e tantos outros de quando éramos criança. O medo faz com toda essa bizarria, desvairados os menos esclarecidos com tanta sutileza. Enquanto isso o alagoano passivo, inerte, alheio aos seus direitos, se sacrifica do seu lazer pelo mal que lhe impuseram sem que nada aconteça aos poderosos usurpadores das regras constitucionais, tornando-se cada dia mais ricos e poderosos, isentos das obrigações pecuniárias, exigidas com tanto rigor daqueles que labutam honestamente e fazem a grandeza do país.

     A CONSTRUÇÃO DA SEDE DA LABRE EM ALAGOAS.

  Escrita por -  Paulo Costa PP7HO – transcrita do Blog – emevidencia.zip. net

Tenho acompanhado algumas histórias de entidades sócias esportiva pela internet através do Google, e vez por outra tenho me deparado com algumas notícias não tanto verdadeiras. Como sócio Remido da Liga de Amadores Brasileiros de Radio Emissão (LABRE) da qual faço parte desde a década de 1950, naturalmente que conheço muito bem suas atividades, sobretudo porque fui por várias vezes, em Alagoas, seu Diretor Seccional e outras vezes Presidente do Conselho Diretor com assento nas reuniões do Conselho Nacional em Brasília, tendo me afastado da Presidência em novembro de 2006, pelo término do mandato, desejando transferir a responsabilidade para outrem.

          Na década de 50 a LABRE funcionava numa pequena sala de um prédio na Rua do Comércio, de propriedade do Dr. Humberto Paiva. Naquela época os radioamadores tinham obrigatoriamente de se associarem a LABRE. Estava, eu, começando a minha vida radioamdorística com o indicativo de chamada (Prefixo) PY7JJ, o que somente se conseguia após um acurado exame, na (EACT )  Escola de Aperfeiçoamento dos Correios e Telégrafos, tendo como matérias principais Legislação,  radioeletricidade, português e telegrafia (transmissão e recepção).

          Comecei a freqüentar a Entidade já como associada e posteriormente após os exames, como radioamador. Dados ao meu entusiasmo pelo radioamadorismo fizemos em casa, na minha estação, várias demonstrações a amigos, fazendo-os, mais tarde, também radioamadores. Levando-se em consideração que o fato já ultrapassa os 60 anos, natural que não me venha à lembrança de todos, mas, não poderia esquecer o Carlos Jorge Calheiros, Dr. José Carnaúba, José Cedrim, Marcio Pereira do Carmo, Odorico Moura, Dr. Rostan Silvestre da Silva, João Soares de Andrade, Osman de Barros Leite e tantos outros que ao longo do tempo, alguns se tornaram bons radioamadores. Por outro lado passei a gozar da amizade de outros companheiros que já militavam no rádio e que me ajudaram a crescer na contextura radio amadorística. Entre eles posso citar os veteranos José Simons Filho, Euclides Marinho de Azevedo. Francisco e José Quintela Cavalcante, Eduardo Jorge Silva, Cirilo Braga Filho, Juarez Mesquita Leite, Danúbio Pereira de Carvalho, Abelardo Pontes Lima, (na época Prefeito de Maceió), Arquimínio Pereira de Carvalho, José Aragão, Vicente e Antonio Gerbase, Talma de Barros Monteiro, Prasildo Medeiros Wanderley, Vivaldo José dos Santos, Astério Dorvillè Loureiro, Delson Pimental Leite e tantos outros. Uma infinidade de colegas guardados em minha lembrança e quase todos já partiram para a vida eterna.

   A AQUISIÇÃO DO TERRENO

Vendo a grande dificuldade para a concessão de um local para construir uma sede para a Labre, o então Diretor Seccional José Simons Filho, juntamente com o colega e amigo radioamador Vicente Gerbase, tomaram a iniciativa de apelar para o Presidente Nacional da Labre, radioamador PY1CQ Dr. Cícero Barreto, cuja sede na época era no Rio de Janeiro, fazendo ver da necessidade da interferência daquela presidência no sentido de conseguir um terreno que estava sendo liberado à prefeitura para uma praça, vez que no seu lugar era instalado o Farol de Maceió e por motivos óbvios fora demolido. Constava que o referido Presidente da Labre Nacional era muito amigo do Presidente Marechal Castelo Branco. Este atendeu prontamente o pedido e prometeu tratar do assunto e por surpresa de todos foi dada a autorização ao Serviço do Patrimônio da União para ceder parte do referido terreno, o que foi feito através de escritura do Registro de Imóveis e Hipotecas de Maceió, conforme certidão de 30 de junho de 1966, devidamente registrada no livro 4-J-fls. 127/128 número 4742 em 12 de outubro de 1966. O Terreno foi demarcado sem condições imediatas de dar início à construção da almejada obra.

          No teor da escritura existe uma cláusula que determina a devolução do terreno caso não seja dado início a construção da sede dentro de dois anos a partir da assinatura da posse.

     A CONSTRUÇÃO DA SEDE PRÓPRIA

A Labre vinha funcionando precariamente já há alguns anos na sede provisória na Rua do Comercio em uma pequena sala alugada como acima foi dito e já não comportava mais a movimentação dos seus associados por falta de acomodações e movimentação de sua secretaria, já que a carteira de cartões QSL era muito grande dado ao número apreciável de associados radioamadores ativos. Na ocasião o Diretor Seccional era o colega Talma Monteiro e o Presidente do Conselho o colega Carlos Jorge Calheiros. Este me informou de que estava em negociações com o então Prefeito Divaldo Suruagy para realizar uma troca do terreno da LABRE na Ladeira da Catedral, por outro pertencente à Prefeitura, ao lado da antiga estação rodoviária, onde hoje se encontra construído um ginásio. Fiz ver das condições precárias de uma sede ao lado de uma estação rodoviária que certamente traria muito transtorno, especialmente por ser um local impróprio para transmissões de equipamentos de rádio. Alegou-me Carlos Jorge que faltavam apenas quatro meses para encerrar o prazo do início da construção e estávamos prestes a perder o terreno. Como se sabe, quando se está no auge de posições privilegiadas e minha situação de Gerente de banco me oferecia esta oportunidade, acreditei que o então Governador do Estado Lamenha Filho poderia nos dar um substancial ajuda financeira para iniciarmos a almejada construção, uma vez que se tratava, realmente, de um cliente amigo. Pedi, então, ao Carlos Jorge que fizesse uma reunião com todos os diretores e conselheiros para explanar a minha idéia, o que foi feito alguns dia depois com alegações claras e sucintas. O Diretor Talma coordenador da reunião, após discutir o assunto e ouvir as opiniões, opinou para que este idealizador da proposta tomasse à frente e procurasse o mais rápido possível condições palpáveis para que fosse imediatamente iniciada a construção sob pena de perdermos o terreno. Ali mesmo formei uma comissão contando com os companheiros Danúbio Pereira de Carvalho e Anselmo Botelho. No dia seguinte fomos ao Palácio dos Martírios, às 10 horas e imediatamente fomos atendidos pelo Governador que nos recebeu demonstrando vivo interesse pelo assunto mandando liberar uma importância de Cr$ 10.000.000,00(dez milhões de cruzeiros).

          Naquela época o Estado estava construindo o Trapichão sobre a administração do não menos cliente amigo, industrial Napoleão Barbosa, proprietário de uma indústria de camas denominada de Camas Progresso, localizada na Rua Silverio Jorge por traz da Avenida da Paz. Estavam sendo feitos Bingos semanalmente, realizados no próprio terreno do futuro estádio. Sorteavam-se cinco automóveis todos os domingos e com essa renda e ajuda do Estado, a obra estava avançando bastante. Certa feita o Ministério da Fazenda proibira a realização de bingos que já se alastrava em todo país, permitindo, apenas, mais duas rodadas para a FAPE (Federação Alagoana de Promoções Esportivas). Independente desse contratempo, aproveitando a oportunidade, solicitei ao Governador, na ocasião, que me autorizasse a pedir a mesma ajuda ao Napoleão Barbosa, por conta da FAPE e para tal me fornecesse um cartão autorizando o pedido. Consegui, entretanto, com alegação de que o Napoleão era um nosso comum amigo e não se negaria. Mesmo assim obtive a credencial. Imediatamente lá na sede na Rua Joaquim Távora, num pequeno sobrado, encontramos o dito cujo que se negou a nos fornecer a importância com as alegações muito justas por sinal, do encerramento dos bingos, vez que Dalí em diante, o Governo iria arcar com o término de toda construção do estádio. Apresentei-lhe o cartão do Governador que admirado resmungou: O Lamenha dá as ordens e ele mesmo descumpre. Disse-me que não gastasse mais nada afora a construção e agora faz ao contrário. Disse: Como somos amigos naturalmente levou tudo isso em consideração. Vou mandar pagar de duas vezes, exclamou.

          A verba arrecadada de vinte milhões de cruzeiros foi entregue ao Presidente Talma de Barros Monteiro PY7GV que deu início a construção, aos poucos, conseguindo posteriormente ajuda de mais alguns associados, principalmente em material e assim conseguimos manter a LABRE em ótima localização, muito embora vivendo hoje em situação precaríssima por falta de ajuda governamental, principalmente.

          Estava eu em Sorocaba-SP. quando recebi do Talma um convite dando conta de que em lº de maio de 1971 seria a inauguração da sede da Labre. Ao retornar à Maceió em 1976 reintegrei-me na qualidade de sócio Remido e posteriormente, daí em diante fui seu Diretor e Presidente do Conselho por várias vezes, tendo me afastado em novembro de 2006 ao término do meu último mandato, conforme citado acima.

          Nesse ínterim verifica-se que diretores anteriores, alheios a história verdadeira da Entidade, dilapidara todo acervo histórico, desapareceram documentos e registro de velhos associados e destruíram e fizeram desaparecer os quadros dos Presidentes da LABRE existentes em sua galeria de honra.

          Minha maior surpresa foi ao ler no Google a reportagem da Revista Eletrônica Popular 120 e 121 de julho/agosto de 1971 da “Inauguração da Sede da Labre em Alagoas, sem sequer fazer referência aquele que conseguiu mudar o que seria a sua triste história.” E sua maior decepção foi presenciar uma placa de bronze aposta na parede de frente da sede, fazendo alusão aos seus colaboradores, mais uma vez omitindo o óbvio.

    E ASSIM É A HUMANIDADE.

      REMINISCÊNCIAS

           Na década de 30, mais precisamente em 1936, começava a prática do esporte da vela em alagoas. (iatismo) Nesta época predominava o esporte do remo. No dia 20 de janeiro, dia consagrado a São Sebastião, houve a primeira regata a vela na enseada da Pajuçara, organizada pelo, então diretor náutico do Clube de Regatas Brasil, Antonio Bessa Filho. Tomaram parte dezoito barcos de diferentes tamanhos e feitios, obedecendo apenas o formato da vela do tipo “Aza de Morcego” (Catraia).       Nesta regata foi lançado pelo Dr. Cecil Brooderod e seu pai, um barco tipo Trimaran, com o nome de Yack. (todos os barcos eram construídos de sarrafos de madeira e forrados de lona ou saco de farinha do reino como era chamado) hoje farinha de trigo. Eram todos bem pintados com várias mãos de tinta que ficavam bastante rígidos parecendo cobertos de madeira. A vela era construída de algodãozinho que se portava muito bem naquele tipo de embarcação

 A regata foi ganha pelo barco Good Life pilo­tado pelo saudoso Helvecio Souza.

          A garagem de barcos na orla da praia da Pajuçara era o principal ponto de reuniões dos associados do CRB, e onde se formavam as guarnições de remadores, que na década de 30 estava no seu apogeu. A garagem era construída de madeira e posteriormente de alvenaria, inaugurada em 1935. Era administrada pelo Sr. Pedro Lopes, o velho Pedro Colírio, apelido dado pelo Gonzaguinha um jovem associado do Clube.

          Às cinco horas da manhã saiam várias guarnições de remadores como Caio Porto, Lula Pinto, Zé Leão, Teobaldo Pacheco, Brederodes, Ayala Prazeres e tantos outros velhos e novos remadores. Nós que vivíamos aquela época, sentimos hoje que aquele era o verdadeiro clube de regatas Brasil de tantas glórias. No futebol quando o técnico Franz Gaspar, anos depois, comandou suas equipes, o CRB galgou o ponto culminante de sua vida futebolística, conseguindo inúmeros campeonatos consecutivos, pois no campo havia uma verdadeira escola de craques da bola. Naquela época jogava-se futebol desinteressadamente e a maioria dos seus atletas como também o CSA, eram os sócios do clube, que muitas vezes compravam seu próprio material esportivo. Esse tempo passou...

          Dr. Cecil Broderood foi o iniciador dos barcos construídos de madeira, logo seguido pelo Sr. Ernani Marinho, dando este último, sem dúvida alguma, um grande impulso para o iatismo alagoano. Posteriormente os irmãos Costa Luiz e Antonio construíram seus próprios barcos e daí por diante a flotilha cresceu com a grande disputa entre os três construtores da época e cada qual que procurasse fazer o melhor barco de cor­rida. Os grandes iatistas como Ernani Marinho, Gerson Lopes, Dr. Cecil Broderood, Afrânio Gomes de Melo, Plínio Ayres (pioneiro da vela), os irmãos Luiz e Antonio Costa, Carlos Piatti, Teobaldo Pacheco, filho do saudoso Lafaiete Pacheco sócio fundador do CRB, Eloi Nunes Vieira, Manoel Rodrigues Filho (Manola), Luiz Soares Bahia, Claudio Meira Bastos, Agenor Pacheco e tantos outros, foram na realidade os propulsores do iatismo em alagoas.

          Com o evento dos barcos construídos de madeira, muito embora sem classe oficial, o iatismo tomou um novo impulso e os adeptos daquele magnífico esporte foram se aperfeiçoando. Nos idos de 1945, o iatismo em Alagoas apesar de ainda muito precário em matéria de técnica e equipamentos, mesmo assim era o ponto alto das manhãs domingueiras na praia da Pajuçara nos dias de regatas. Muita gente acorria à praia onde geralmente ouvia-se uma orquestra animando a grande movimentação de curiosos que se aglomerava para assistir as provas náuticas que o CRB organizava com seus iatistas. Ainda na década de 40 foi fundada a flotilha da “Lua Cheia”, organização que proporcionava passeios nas noites de luar. Quando velejávamos, tomávamos banho na piscina natural nos arrecifes e depois já em nossa garagem de barcos saboreávamos uma peixada regada a vinho branco e outras iguarias.

          Em 1950 um grupo de iatistas fez um cruzeiro Maceió/Recife/Maceió, retribuindo uma visita feita por iatistas do Cabanga Iate Clube, do Recife, em 1948. Levamos conosco o presidente do CRB na época Dr. Ulisses Marinho que capitaneou no barco Albatroz, a flotilha composta de cinco barcos: Albatroz, Clipper, Abaitaré, Santa Maria e Atrevido, deixando marcado na historia do iatismo alagoano e do Clube de Regatas Brasil, o maior feito até então praticado naquele tipo de embarcação.

Pelo seu desprendimento, coragem e amor ao Clube, o Dr. Ulisses Marinho que ainda está vivo militando em sua profissão, bem merecia uma homenagem do Clube para relembrar os bons tempos e trazer mais entusiasmo aos regateanos.

        

 

 

 

               INCOERÊNCIA

 

          São muitos os contrastes e as incoerências que presenciamos no nosso dia-a-dia; se não vejamos: -

*As propagandas de um modo geral quase sempre são enganosas, principalmente as anunciadas na TV. Aparecem “celebridades” fazendo propaganda de uma mercadoria qualquer, se dizendo usuária daquele produto quando sequer jamais manusearam ou usaram o mesmo.

*A televisão anunciando determinados programas com sendo excepcionais e que na verdade trata-se de um programa corriqueiro que não apresenta nada de especial diferente dos noticiários comuns. Os programas humorísticos deixam muito a desejar, sem graça, com artistas já ultrapassados, com quadros antigos, desgastados e sem qualquer atrativo. Outros se destacam pelas críticas, inclusive ofensivas e sem a menor graça e que a maioria das “brincadeiras” deveriam ser proibida. Os bons artistas já faleceram e os poucos que ainda restam, na sua maioria já estão superados, apenas alguns novos que ainda estão se familiarizando com a profissão. A mesma coisa acontece com todos os canais de TV. As novelas são verdadeiras imoralidades, um festival de “chupa línguas” e vez por outra em horários impróprios, quase sempre apresentam cenas de sexo. Por outro lado, as propagandas tomam a maioria dos horários nobres, forçando ao telespectador  perder a paciência e desligar o aparelho em detrimento de algum programa que por ventura esteja lhe interessando.

*Nas irradiações esportivas, a TV Bandeirante (BAND) se destaca com uma boa variedade de jogos internacionais, mas deixa muito a desejar com um de seus comentaristas que tem um péssimo sotaque e um vicio de linguagem tão forte que chega a deturpar a língua portuguesa. A direção da BAND precisa observar e corrigir esse sério problema.

*Na política andamos muito mal, escândalos em cima de escândalos. No Senado fez-se tanta arrumação que as notícias explodem lá fora. Hoje não se sabe mais se o PMDB é um partido da situação ou de oposição e nem mesmo se ainda existe. O Governo manda e desmanda no Congresso. Quando querem formar uma CPI depende do consentimento do Presidente da República. Quem não deve não teme! Por que evitar a CPI da Petrobras? É brasileira é nossa, deve ter transparência na sua administração

*Por que vândalos invadem propriedades, repartições públicas, destroem e saqueiam o patrimônio de terceiros, andam armados e cometem tantas outras arruaças, invadem as cidades deixando uma verdadeira imundície e ainda são beneficiados com o nosso dinheiro que é transformado em impostos? Não deve haver nenhuma contemplação com esse povo que está nos enganando. Ali tem muita gente rica metida com os menos favorecidos dizendo-se agricultor. Cadeia neles!!!

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