PAPAI  NOEL

        Pesquisando sobre a época natalina, encontramos várias estórias que falam sobre o MITO Papai Noel. Imediatamente veio-me à lembrança, o artista alagoano, radicado no Recife, Aldemar Paiva que escreveu e produziu em gravação o seguinte poema:

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Não gosto de você Papai Noel. Também não gosto desse seu papel de vender ilusões a burguesia. Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio a humildade, jogavam pedras nessa fantasia. Você talvez nem se recorde mais. Cresci depressa e me tornei rapaz, sem esquecer, no entanto o que passei.

 

Fiz um bilhete pedindo um presente, e a noite inteira eu esperei contente; chegou o sol e você não chegou. Dias depois meu pobre pai cansado, trouxe um trenzinho velho, enferrujado, que me entregou com certa hesitação, fechou os olhos e balbuciou: É pra você, Papai Noel mandou. E se esquivou contendo a emoção.

 

Alegre e inocente nesse caso, eu pensei que meu bilhete, com atraso chegara as suas mãos no fim do mês. Peguei o trem, dei corda, ele partiu, deu muitas voltas e meu pai sorrindo me abraçou feliz. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade.

Meu pai chegou um dia e disse de medo: onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro na cidade! Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar. E quem não quer abandonar um mimo que lhe deu quem lhe quer bem, eu disse medroso, pai, eu só queria ele... Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele e, por favor, não vá levar meu trem.

Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto tão puro e santo que só Jesus chorou. Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou, ele não deu ouvido... Saiu correndo e nunca mais voltou. Você Papai Noel me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai, sem brinquedo.

Afinal seus presentes não irão, em que sobre, para riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com Natal. Meu pobre pai doente, mal vestido, para não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão, num gesto nobre, humano, decisivo. Foi longe pra trazer-me um lenitivo, roubando o trem do filho do patrão. Pensei que viajara, no entanto, minha mãe em pranto contou que fora preso e como réu ninguém absolve-lo se atrevia. Foi definhando até que Deus um dia entrou na cela e libertou pro céu   

   GRANDE DECEPÇÃO

               Fiquei deveras decepcionado com o valor dado ao dia da Proclamação da República, ontem, 15 de novembro.

               Esperei que algum ato cívico ou mesmo um comentário fosse feito pelos órgãos de comunicação, ressaltando a figura do Marechal Deodoro da Fonseca, porem não assisti nada que falasse com ênfase do feito histórico do alagoano que em 1889 nos proporcionou a Proclamação da República, culminando com o fim da Monarquia.

               Tanta data de menor significância recebe maiores atenções por parte das autoridades, não somente em Alagoas, mas, em todo Território Nacional.

PARA REFLETIR e despertar

 

DECIDIDAMENTE O

MUNDO NÃO PERTENCE AOS SÁBIOS, INTELIGENTES E CULTOS! MAS, COM CERTEZA, AOS “ÁGUIAS”, DONOS DE MUITA OUSADIA, PERSPICácIA E TALENTO

VAMOS HONRAR A BRAVURA DESTE ALAGOANO ILÚSTRE

 

 

 República é o sistema de governo em que um ou vários indivíduos eleitos pelo povo exercem o poder supremo por tempo determinado.

Nesta data, no ano de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca entrou no Quartel-General do Exército (hoje Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro), montado num cavalo e terminou com o último Gabinete da Monarquia, que se encontrava em reunião naquele local.

Na verdade, o sistema monárquico de governo já não tinha o apoio de antes da Igreja, nem dos militares, nem das lideranças civis e dos antigos senhores de escravos. Essa insatisfação generalizada enfraqueceu a monarquia e o gesto do marechal Deodoro foi o marco decisivo para abolir aquele sistema e implantar a República. O fato é que muitos só esperavam que isso acontecesse após a morte do imperador D. Pedro II, admirado e respeitado por todos.

O marechal Deodoro, ao chefiar o movimento pacífico do qual se tratou a Proclamação da República no Brasil (não houve derramamento de sangue), marcou o início de uma nova era no país, a partir do ano de 1889. O começo da era republicana, que se firmou de fato com o marechal Floriano Peixoto, sucessor de Deodoro.

O PROCLAMADOR DA REPÚPLICA

 

 

          Marechal Deodoro da Fonseca nasceu na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, no dia 5 de agosto de 1827 e estudou em escola militar desde os 16 anos. Em 1848, aos 21 anos, integrou as tropas que se dirigiram a Pernambuco para combater a Revolução Praieira e participou ativamente de outros conflitos durante o Império, como a brigada expedicionária ao rio da Prata, o cerco a Montevidéu e da Guerra do Paraguai.

          Ingressou oficialmente na política em 1885, quando exerceu o cargo de presidente (equivalente ao atual de governador) da província do Rio Grande do Sul. Assumiu a presidência do Clube Militar de 1887 a 1889 e chefiou o setor antiescravista do Exército. Com o título de marechal, Deodoro da Fonseca proclamou a república brasileira no dia 15 de novembro de 1889e assumiu a chefia do governo provisório. 

          A primeira constituição republicana estabelecia que as eleições no Brasil seriam diretas e que o presidente e seu vice seriam eleitos pelo voto popular. Entretanto, determinava também que, em caráter excepcional, o primeiro presidente e o primeiro vice seriam eleitos indiretamente, isto é, pelo Congresso Nacional. Foi o que aconteceu. No dia seguinte à promulgação da Constituição, o Congresso elegeu de forma indireta os marechais Deodoro da Fonseca para presidente e Floriano Peixoto para vice-presidente, em 25 de fevereiro de 1891. (ambos alagoanos). 

          O governo do Marechal deveria terminar em 1894, mas o período registrou sérios problemas políticos e econômicos. A política econômica, que tinha como ministro da Fazenda Rui Barbosa, foi marcada pelo "encilhamento", que se caracterizou pelo incentivo à emissão de moeda por alguns bancos e pela criação de sociedades anônimas. Como resultado, houve forte especulação financeira e falência de bancos e empresas. 

       A formação de um novo ministério liderado pelo barão de Lucena, político vinculado à ordem monárquica, a tentativa de centralização do poder e às resistências encontradas no meio militar conduziram o país a uma crise política, que teve seu ápice na dissolução do Congresso Nacional. Ao mesmo tempo crescia no meio militar a influência de Floriano Peixoto, que também fazia oposição a Deodoro juntamente com as forças legalistas que levaram à renúncia de Deodoro da Fonseca em 23 de novembro de 1891.

 

 

       A FEIRA DO PASSARINHO

 

          Não entendemos porque as estórias que contam e as imagens que a televisão mostra sobre a “Feira do Passarinho”, na maioria das vezes chamam-na de Feira do Rato.  Que os estranhos à história da cidade não saibam até se admite, porem os historiadores que pesquisam e os próprios alagoanos têm obrigação de saber a verdade e até hoje ninguém contestou.

          A Feira existe a mais de 50 anos e começou  em volta do antigo Mercado Público no bairro da Levada, ocupando toda área externa onde vendiam não somente pássaros, mas, também, gaiolas de todo tipo e material para confecção e conserto com peças  vulgarmente chamadas de barba de bode, flecha e outros apetrechos usados pelos passarinheiros.

          Com a construção do Mercado da Produção pelo Prefeito Dilton Simões no ano de 1974, toda área foi ocupada e os feirantes se espalharam pelos espaços vazios chegando a ocupar grande parte da Rua do Apolo, hoje Melo Moraes. Com o passar do tempo outros feirantes foram chegando diversificando os produtos.  Com a proibição da venda de pássaros aquele comercio foi decaindo e se multiplicou com outro tipo de mercadoria, ocupando até os espaços da linha férrea dos trens da CBTU, onde atualmente se vende de tudo e até ferro velho, material elétrico, eletrônico, ferragens, secos e molhados e todo tipo de bugigangas.

          Realmente existe a Feira do Rato, que fica na Ponta Grossa na Praça Guedes de Miranda na Rua Paissandú. Por lá a polícia está sempre fiscalizando porquanto dizem que a maioria do material vendido geralmente é fruto de roubo e por esse motivo tem o nome de Feira do Rato. Esta feira não é tão antiga como a Feira do Passarinho e seu maior movimento é a noite.

          Portanto, fica esclarecido que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.

 

VAMOS PODAR SEU ÍMPETO !

 

              É DIFÍCIL ACREDITAR!

                                 Por: Paulo Nunes Costa (em evidencia)

          É realmente muito difícil entender o porquê desse mundo tão conturbado e cheio de miséria e desilusões. A ganância pelo dinheiro e poder, está corrompendo as pessoas de tal forma que chega a ser impossível acreditar que mesmo em longo prazo tenhamos uma solução viável para tamanha catástrofe.          

        Muitos acham que o maior problema dessa distensão que se abate no nosso país há vários anos, seja proveniente dos desencontros familiares; a má educação dada à juventude e tantos outros malefícios que a família displicentemente não tem sabido impor com o devido rigor. Até certo ponto esta hipótese é um dos fatores preponderantes para os infaustos acontecimentos, porem é necessário que se diga que o principal ponto nevrálgico da questão é a falta de discernimento do povo brasileiro que se deixa iludir por políticos sem compostura e a devida hombridade, nos forçando a chamar muitos deles, criminosos contumazes, de suas excelências, ao invés de fazerem o seu verdadeiro papel de legítimos representantes e defensores do povo!... Em troca da fortuna e do poder, barganham a qualquer custo uma situação privilegiada nas mais altas esferas do país, criando esse clima de inquietação e revolta, certos de que somos todos alienados, e seus atos equivocados são irrefutáveis mesmo diante de tamanho descomedimento.

     A desordem social que assola o país reflete muito bem na desigualdade de vida do ser humano que luta bravamente pela sua sobrevivência, enquanto que os bafejados pela insolência e impunidade dos seus atos mórbidos, se vangloriam do mal que fazem como se fora um despretensioso anjo do bem.

Temos assistido a farra com o dinheiro público. Nomeações de parentes e amigos. Segundo os órgãos noticiosos, somente no Senado tem mais de dez mil funcionários com altos salários, o que significa mais de oitenta empregados para cada Senador, e, naturalmente, para muitos deles nem comparecer ao “trabalho,” estando numa praia qualquer desse Planeta Terra. Enquanto os miseráveis aposentados recebem seus minguados salários que nem sempre dá para compra do seu remédio após tantos anos de labuta em benefício deste País, outros que talvez tenham até dado golpe na Previdência, vivem com os bolsos cheios à custa dos miseráveis.

     Felizmente a esperança de uma reviravolta radical nesta situação desesperadora porque passamos, poderá resplandecer e novos rumos frutificar para todos e grandeza do nosso Brasil.

    

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 AS NOSSAS PRAIAS

 

Assisti esta semana no noticiário da TV às 13 horas, uma reportagem com respeito aos cães que fazem suas necessidades na via pública, especialmente na orla da Pajuçar, preferida com maior freqüência pelos turistas.

Acham os interlocutores que os responsáveis deveriam cuidar da limpeza dos dejetos expelidos pelos seus animais. Foram entrevistados vários transeuntes e o diretor responsável pelo setor ambiental da prefeitura, que citou leis que regem a matéria prometendo multa e outras providências.

Na realidade é insuportável esse estado de coisas, mas, não precisava tanto qüiproquó para um assunto tão banal, uma vez que temos tantos outros sérios problemas nunca resolvidos e que na realidade espantam muito mais aos turistas e banhistas, como é o caso dos esgotos a céu aberto despejando podridão dos esgotos dos edifícios para o mar. Fui conferir se realmente os esgotos ainda existiam e verifiquei que continuam estaguinados, de cor esverdeada e cheios de insetos e lixo.

O Riacho Salgadinho cujo curso desviado da praia do Sobral para a Avenida da Paz, numa infeliz iniciativa do então Interventor Ismar de Goes Monteiro, é um eterno problema que até hoje não foi resolvido.

Apesar das gordas verbas recebidas o problema continua mesmo com tantas encenações, deixando aquela bela avenida totalmente imprestável para o banho de mar e muitas vezes mal cheiroso e freqüentada pelos urubus.  

PROPAGANDO ALAGOAS

 

Quando me transferi para a cidade de Sorocaba em São Paulo, nos idos de 1972, sempre com a mesma mania de fundador de Clubes sociais a exemplo dos que aqui fundei em Maceió, observei que aquela cidade não tinha uma atração que levasse a população a um bom entretenimento, destacando-se o festival dos Tropeiros, principalmente nas épocas propícias. Sua maior atração era a Feira Agro Pecuária e Industrial de Sorocaba, o futebol, na época representado pelo São Bento Esporte Clube e algumas apresentações de bons tocadores de viola a quem chamavam de Cururu e alguns clubes de campo. Muito desenvolvida, entretanto, na arte cênica, donde podemos citar alguns atores e produtores como Paulo Bete, Eliane Jardine, (ambos da Rede Globo) e a bailarina Janice Vieira e o teatrólogo Roberto Gil Camargo. O forte mesmo daquela região são as grandes indústrias.

Observei como radioamador que Sorocaba possuía um bom número de radioamadores, alguns em plena atividade, porém não havia um líder que proporcionasse um local apropriado que pudesse reuni-los para melhor entrosamento entre todos os colegas radioamadores. Veio-me a idéia de fundar um clube a exemplo de outras cidades da região.

Enviei correspondência a todos os radioamadores da cidade, marcando numa tarde de sábado, na sede do Clube de Diretores Lojistas, uma reunião para tratar de assuntos ligados ao radioamadorismo, incluindo entre os radioamadores, adeptos ao hobby.

Obtivemos um comparecimento maciço de cerca de 40 colegas prefixados e mais outros adeptos formando um quadro de mais de 50 sócios fundadores. O Clube que tomou o nome de Clube de Rádio Amadores de Sorocaba (CRASO) cresceu e contou com o apoio integral da Diretoria da LABRE de São Paulo e a feliz iniciativa de ter como seu Presidente de Honra o Cel. Araquém, Comandante da (C.R.) (Circunscrição de Recrutamento) de Sorocaba que nos prestigiou com o seu apoio e relevante serviço.

Funcionamos numa sede provisória na Rua 15 de Novembro no centro da cidade, bem instalados com sala de jogos de salão, equipamento completo de rádio emissão e um bom serviço de secretaria.

Quando da apresentação de 14ª Feira Agro Pecuária e Industrial de Sorocaba (FAPES) conseguimos da prefeitura um stand totalmente montado, que fizemos demonstrações de material e diplomas de diversos radioamadores e de quadros e faixas alusivos ao Exercito, e  tivemos a subida honra de tomar parte na abertura da Feira com a presença do Governador do Estado de São Paulo Laudo Natel; do Prefeito de Sorocaba Crespo Gonzáles e do Comandante Cel. Araquém da guarnição do Exercito em Sorocaba.Nosso stand foi o mais visitado, com um equipamentos de rádio amador falando a todo instante para o Brasil e o Mundo, com antenas direcionais.O Clube recebeu um diploma de Honra ao Mérito como sendo o mais visitado da Feira.

Após todo esse sucesso do nosso Clube, com adesão de outros companheiros e conceito no cenário rádio amadorístico da região, este então presidente do Clube, que relembra toda esta história, ainda teve a ousadia de querer muito mais: demonstrar as belezas folclóricas de seu Estado, Alagoas, ao povo daquela região, convidando para Sorocaba naquele mesmo ano, o colega radioamador de Maceió Cel. Francisco Alves Mata PP7IY, com sua esposa D. Odete e sua cunhada Dinorá, exímios organizadores do autêntico Pastoril, para ensaiar nos meses de outubro, novembro e dezembro o mais querido e apreciado folclore do Nordeste. Aceito o convite, foram três meses de muito trabalho e dedicação dos nossos amigos, incluindo sua filha Selma, que residia na capital paulista e que comparecia para ajudar nos fins de semana.

E assim o Clube dos Radioamadores de Sorocaba conseguiu mais uma proeza impar na sua história, e mais uma vez conseguiu todo apoio do prefeito da cidade que cedeu toda a área da Feira, um grande terreno, onde colocamos a palhoça da função do Pastoril,parque de diversões, bazar de prendas e comidas típicas vindas de Maceió, inclusive tapioca, ainda totalmente desconhecida naquelas regiões, frutas e doces regionais.    

O sucesso foi tão extraordinário que o Bispo da Cidade, D. Antonio Melhado, encantado com a apresentação que assistira, convidou-nos para as pastoras se formarem ao lado do Altar mó, na missa de Natal e após oferecesse ao público, no salão ao lado da Catedral, uma apresentação do nosso Pastoril.

Não temos mais notícias do Clube, pois já faleceram vários colegas e um dos atuantes naquela empreitada Nilson Martins Domenes PY2EYE, me informou pelo rádio que estava tentando reativá-lo, o que é muito difícil. Espero que um dia consiga    

 

                       A T E N Ç Ã O

             ESCLARECIMENTO

 

          Cansado de ser consultado, às vezes até com certa veemência, por determinadas pessoas, principalmente associados do Alagoas Iate Clube (Alagoinha), da situação em que se encontra o nosso Clube que de uma hora para outra consta como sendo desapropriado pelo Governador do Estado, sinto-me no dever de prestar alguns esclarecimentos sobre o assunto.

           Sabe-se que foi editada uma lei pelo Governo do Estado, publicada no Diário Oficial de 17 de dezembro de 2008, desapropriando as “benfeitorias” do Clube, entretanto, até esta data jamais recebemos qualquer notificação ou consulta prévia por parte do governo, muito embora estejamos implantados ali há 45 anos, numa plataforma marítima, autorizados pelo Ministério da Marinha, com licença de construção da Capitania dos Portos e certidão comprobatória do ato, do Serviço do Patrimônio da União (SPU) além de outros documentos com fé de ofício. Em conseqüência, esta Comodoria ou qualquer outro diretor do Clube não tem condições de esclarecer o motivo da desapropriação, dado a omissão antidemocrática do Governador, que não quis nos receber, apesar do dossiê que lhe enviamos, da história de um Clube, de um bairro, da Cidade e do Estado que Ele Governa.

          Na realidade construímos uma obra orgulho para o nosso Estado. Aí vai um pouco da nossa história.

  

 

    UM SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE

 

 

          Eis o grande sonho acalentado por um pequeno grupo de bravos filhos da Terra dos Marechais: CONSTRUIR UM CLUBE AQUÁTICO incrustado no bonito recanto da Ponta Verde, EM PLENO MAR, a desafiar as intempéries da Natureza e a incredulidade e o cepticismo de muitos. O sonho se tornou realidade. O Alagoas Iate Clube, carinhosamente chamado de  “Alagoinha”, plantou raízes no mar da Ponta Verde, e no início deste ano, precisamente no dia 06 de janeiro, completou 46 anos de existência.

De visionários e sonhadores, esses intrépidos homens do mar se transformaram em verdadeiros heróis ao iniciarem a construção de uma obra, considerada de alto risco e difícil execução. Estimada de elevado custo, defrontavam-se eles com o desafio da escassez dos recursos financeiros indispensáveis a tão ousado empreendimento.

          Contava, apenas, com a receita arrecadada do seu quadro social, e graças a Deus obteve recursos suficientes para o início das obras, haja vista a grande aceitação dos alagoanos que apoiaram a iniciativa, que tornaria Maceió detentora de mais uma grande obra clubística que proporcionou maiores condições de lazer e entretenimento.

Às dificuldades que se afiguravam ingentes, contrapunha-se a fibra e o entusiasmo desses indômitos alagoanos, identificados com a Terra Natal e determinados a oferecerem à sociedade local uma nova opção de lazer, a mar aberto.

O sinal verde dado pela Marinha do Brasil representou novo alento e seiva nova para a concretização do tão almejado sonho. O “Alagoinha” é fruto do denodo, da persistência e da voluntariedade de seus construtores, poucos dos quais ainda estão em nosso meio.

Menção especial e honra pelo mérito aos abnegados idealizadores e construtores do Clube, mercê da experiência adquirida com a construção em l952 do Iate Clube Pajussara, que se transformou, também, num dos maiores clube social do Estado.

O Alagoas Iate Clube não fosse à má vontade de alguns e o espírito destrutivo de outros, estaria ainda hoje representando, como sempre o fez a nossa Cidade como o seu verdadeiro cartão postal, legítimo substituto do decantado Gogó da Ema.

 

                              AQUELE QUE NASCEU DO MAR

 

Escrito por Rita Palmares para a Revista do “Alagoinha”

 

         Em uma noite enluarada Netuno e Anfitrite já entediados da fauna marinha que seus olhos há milênios vislumbravam, confabularam de fazer surgir sobre as águas, algo diferente que os deslumbrassem, quebrando a monotonia reinante.

 

          Como deuses mitológicos, porém a concretização de tão ousado sonho precisaria da cooperação das criaturas da terra. E esta não se fez esperar. Juntaram-se homens também sonhadores idealistas dinâmicos, e com a decisão e intrepidez de titãs, decidiram que o desejo dos deuses oceânicos seria atendido, e iniciaram a portentosa obra.

          Os tímidos, os indecisos, não acreditavam no arrojo de tão majestoso empreendimento, e, a proporção que suas estruturas assomavam á flor das águas, não faltaram os maledicentes, os demolidores, os invejosos que prognosticavam um fracasso total. O grupo, porém, coeso, não esmoreceu. Enfrentou, por várias vezes, grandes procelas, obstáculos de todas as formas. E também não se deixou levar pelo canto tentador e enganador das sereias, fazendo-o tomar rumo diverso ao da rota iniciada.

          E, persistindo em levar avante aquele sonho, viam lentamente, crescer, em forma de concha redonda, ligada à terra por um promontório artificial, os seus anseios de homens realizadores

          E eis que, afinal, vencendo tremendos óbices, tudo ficou pronto. E ao surgir de uma manhã ensolarada, quando o sol se espraiava sobre as águas tranqüilas da enseada de Ponta Verde, fazia também reluzir as vidraças e metais que circundavam aquele pequeno anfiteatro aonde iria se reunir a nata da sociedade alagoana para os torneios dançantes, as competições esportivas dos veleiros, enfim, um agradável ponto de reunião onde, ao murmúrio das ondas que ali se esboroam, poderiam saborear apetitosos pratos regionais em agradáveis refeições com seus familiares e amigos. Estava, pronto, construído o Palácio do Mar. Tudo era festa, Gaivotas alegres voejavam em seu derredor e peixinhos pulavam de contentes.

          E, assim, nasceu aquele que foi batizado com o nome de ALAGOAS IATE CLUBE e, depois, carinhosamente “crismado” de “Alagoinha”, o filho caçula do sonho e desejo de Netuno e Anfitrite. Que depois passou a ser “a menina dos olhos” dos irmãos Costa – Luiz e Paulo – e “afilhado” querido de José Padilha Queiroz e dos demais membros de sua Diretoria.

          Embalado em berço de algas sobre as águas mansas do mar de Ponta Verde, lá, onde tudo é verde, os coqueiros, a cor do oceano, junto ao da esperança de te ver crescer cada vez mais belo, tornando-se mais suntuoso, confortável e acolhedor para orgulho e satisfação dos teus idealizadores e dos filhos desta terra das belas prais!

AS DÚVIDAS NA ELEIÇÃO

 

          Diante de tudo que estamos apreciando na política atual, é de se pensar muito a quem dar o nosso voto. Olhamos para todos os lados e a dúvida persiste. Cada dia que passa aparece mais uma falcatrua de alguém, e muitas vezes de um alguém de quem jamais imaginaríamos tal absurdo. Na verdade a política esconde muitas surpresas, as quais geralmente para o mal, mas um dia sempre são descobertas.

          Muitos políticos que apreciávamos pela sua aparente conduta moral e maneira de ser até então, hoje nos decepcionam. O fato é que no momento entre tantos pré-candidatos para os diversos cargos políticos, ainda não vejo com bons olhos nenhum deles, isto é, os que se declaram futuros candidatos até então. Sei que ainda deverão aparecer bons candidatos, mas até o momento, pelo que sabemos ainda não se declararam abertamente. Realmente é preciso pensar muito para não cair em mais uma esparrela, porque essa será uma jogada decisiva se quisermos consertar o nosso país. Só depende de você.

           Conheci homens de bem que influenciados por amigos, conseguiram com o seu prestígio ilibado, uma cadeira na Assembléia Legislativa com uma votação apreciável. Não eram políticos, foram eleitos pelo seu valor intrínseco, com o fito de trabalhar pelo seu Estado. Enojados com tantas avessas ao seu caráter, logo renunciaram.

          Vamos aguardar os acontecimentos. Está cedo para escolhermos os nossos candidatos. Faça o mesmo, não se deixe enganar com programas faraônicos e promessas ardilosas. Até lá deverá aparecer alguém que possa mudar essa triste história que vem acontecendo. Se possível dê preferência por candidatos alheios a atual política. Tem muita gente boa que já demonstrou no desempenho do seu mandato, anteriormente, o quanto poderão fazer para mudar esse estado de coisas. Fé e esperança e mãos à obra.

  ESTE SIM... É O CARA!

     Ele deve ter desembarcado da Arca de Noé em qualquer ponto deste país, e ainda não se adaptou bem as suas costumeiras passadas, anda acompanhando o balouçar das ondas do mar. Deve acreditar pela sua convicção e aguçada sabedoria, fazer parte do apostolado de Jesus, pois se intitula o décimo terceiro Apóstolo, sendo o mais poderoso deles porque tem o dom de realizar milagres, o que não acontecia com os demais Apóstolos e somente com Jesus, esporadicamente.

     O nosso artista é muito sentimental, se esvai em lágrimas desadoradas pelo sofrimento alheio dos vassalos enfermos a procura do restabelecimento da saúde. Em momentos outros se transforma elegantemente num cowboy, lembrando os velhos tempos de Roy Rogers, Buc Jones e tantos outros de quando éramos criança. O medo faz com toda essa bizarria, desvairados os menos esclarecidos com tanta sutileza. Enquanto isso o alagoano passivo, inerte, alheio aos seus direitos, se sacrifica do seu lazer pelo mal que lhe impuseram sem que nada aconteça aos poderosos usurpadores das regras constitucionais, tornando-se cada dia mais ricos e poderosos, isentos das obrigações pecuniárias, exigidas com tanto rigor daqueles que labutam honestamente e fazem a grandeza do país.

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