Escrito por em-evidencia às 00h08 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

 

 

Será que o CRB tem jeito?

Há meses venho falando sobre o futuro do Clube de Regatas Brasil. Dizia eu naquelas ocasiões que o Clube precisava voltar as suas origens. Contei a história do CRB; os seus fundadores, inclusive alguns meus conhecidos e, sobretudo com o entusiasmo juntamente com mus irmãos Luiz e Antonio Costa que marcaram época nas inesquecíveis regatas na enseada da Pajuçara com tantos outros iatistas como Ernane Marinho, João Serrano, Afrânio Melo Gomes, Claudio Meira Bastos, Agenor e Antenor Pacheco, Carlos Piatti, Gerson Lopes, Ulisses Marinho, Manoel Rodrigues Filho (Manola).  Plínio Ayes e tantos outros que me fogem à memória no momento.

As reuniões esportivas e sociais faziam da velha garagem de barcos sobre a batuta do garageiro Pedro Colírio, o ponto estratégico da família alvirrubra, principalmente aos domingos onde se reuniam atletas das equipes de vôlei e futebol, todos os jogadores associados do clube e alguns deles altos funcionários público ou comerciantes e industriais. Aos domingos, na praia da Pjuçara, os jogadores das equipes de futebol batiam bola com outros adeptos que apreciavam aquela verdadeira “pelada” muito embora tivessem, à tarde, uma partida oficial pelo campeonato alagoano ou até mesmo um jogo amistoso com uma equipe de outro Estado. Nunca decepcionaram sua torcida. Jogavam por amor ao Clube. Enquanto isso os jogadores de voleibol e outros sócios faziam animadas partidas na quadra nos fundos da garagem de barcos, e a turma da “porrinha”comandada pelo Gonzaguinha e Claudio Regis o conhecido “Pipoca”Grande atleta no fuebol do CRB em tempos idos,faziam a festa com a “loira suada.” Não tinha essa historia de concentração, naquela época e todos jogavam desinteressadamente e ainda gastavam do seu bolso com chuteira e outros apetrechos, até a condução aos treinos e jogos do campeonato.

Tudo aos pouco foi mudando. Igualmente como o Centro SpotIvo Alagoano(CSA) que passaram a adquirir jogadores de outras plagas  aí já começou o déficit financeiro, porém alguns jogadores compensaram a sua contratação, entre tantos outros cito com destaque o sergipano Miguel Rosa que considero o melhor jogador de todos os tempos em sua posição, criando raízes em Maceió até o final de sua existência.

Lembro com saudade aqueles bons tempos na garagem do CRB e com muita tristeza quando passo naquele local, onde moravam João Gordo, Senhor Viana - português Presidente da Cooperativa Banco Agrícola e aqueles executivos suíços  da firma Kuine Tecidos S/A. Do amigo Gerson Lopes,um verdadeiro gentleman que residia na rua da Caridade hoje Comendador Almeida Guimarães, ao lado da garagem do CRB.Não sei se aquele prédio onde funcionava o restaurante o Dragão ainda pertence ao Clube e muito menos na esquina aonde era a garagem, aqueles escombros há anos continuam sem solução. Será que ainda pertence ao CRB? E o Ginásio?Ontem vi uma notícia no jornal da TV Gazeta que dizia que a Diretoria estava vendendo o Campo do Clube, de antigas tradições, onde bati bola esportivamente, juntamente com meu irmão Luiz Costa quando o técnico Húngaro, Franz Gaspar, nosso amigo, dirigiu o time por alguns anos conseguindo vários campeonatos. Fui sócio do CRB aos 14 anos de idade, levado pelo  então Diretor Náutico João Cavendish, nosso vizinho na rua do Araçá, hoje Epaminondas Gracindo , em homenagem ao pai do Paulo Gracindo, que por sinal chamava-se Pelopidas Gracindo. Faz, portanto 72 anos que me associei ao CRB e tive a oportunidade atravessar  a “Barra da Morte” na cabeça do Cais do Porto, num barco de lona (fazendo água) de nome Birusca que adquiri por oitenta mi reis do próprio Birusca , irmão do Heider,também grande jogados do CRB nos seus primórdios. Colaborei quando Gerente do Banco do Povo S/A em Jaraguá, com a iniciativa do corretor Daniel Berard, na instalação de cadeiras Cativas  nas arquibancadas cobertas do Clube, com validade de 21/11/65 até 21/11/80 – cadeira nº 22-H, fabricadas no Rio Grande do Sul.que ainda hoje guardo como lembrança dos bonos tempos no Galo de Campina.

No Blog emevidencia.zip.net  encontram-se reportagens sobre o CRB e sua história,desde os seus primórdios, quando foi fundado com a finalidade dirigida AO MR AO MAR. Como bem demonstra no seu hino cantado em tantas glórias no remo e na vela

Escrito por em-evidencia às 00h06 [ ] [ envie esta mensagem ] []

             PUBLICADO NO BLOG EM DEZ. DE 2009

              Como se não bastasse o clima de insegurança e intranqüilidade em que vivemos nesses últimos tempos, ainda temos de aturar notícias desagradáveis de atos praticados pelos nossos mandatários. Diariamente assistimos pelos programas noticiosos na televisão, falcatruas de toda espécie, que cada dia vão ficando mais “aprimoradas” na maneira mesquinha e sutil de nos enganar.

          Se os nossos políticos mal intencionados participassem do dia-a-dia de nossa labuta, com a maestria e as astucias que possuem para tramar tantos malefícios a humanidade, tivessem essa versatilidade para praticar o bem, e por outro lado fazendo justiça coerente com o desejo do povo, retroagindo à ambição, sem sutilezas e com firmeza de atitudes, certamente estaríamos navegando num porto seguro.

          Reportando-me ao próximo pleito eleitoral ainda muito distante, começou a canseira de ter de assistir na televisão algumas figuras dizendo que vai fazer o que não faz e nunca fará. Mentindo descaradamente, procurando como de costume ludibriar a boa fé do povo alagoano. O Tribunal Eleitoral está cassando alguns políticos que usaram desse e de outros expedientes escusos para enganar alguns eleitores menos informados. Se esta medida for levada avante, e certamente será (!). Muita água ainda vai correr por baixo da ponte até as próximas eleições, quem for vivo verá.

           Tem muito político profissional que promete fazer aquilo que não é de sua atribuição. Vangloria-se daquilo que os outros fizeram como sendo de sua autoria. O trem de superfície é hoje o “Carro Chefe” de alguns políticos que pretendem mais uma vez enganar o povo com suas mentiras faraônicas como tantas outras que ficaram na lembrança e jamais foram sequer rascunhadas.

          Uma propaganda mais proveitosa para catequizar o eleitor menos esclarecido, seria, sem dúvida, acabar com a podridão do Riacho Salgadinho na Avenida da Paz, porque se estaria fazendo uma obra proveitosa para aquilo que não tem solução ao longo dos anos e somente promessa, muito embora, mesmo sendo mais uma propaganda enganosa, pelo menos geraria mais consistência para uma necessidade premente.

Escrito por em-evidencia às 22h00 [ ] [ envie esta mensagem ] []

GASTRONOMIA

Você aprecia bons programas de televisão que deixa a gente com água na boca? Assista o comes e bebes gastronômico do Câmara na TV, com muito paladar, mas sem essência para dar aquele toque de qualidade.

Escrito por em-evidencia às 09h16 [ ] [ envie esta mensagem ] []

A POLÍTICA BRASILEIRA É UM equívoco – HOJE SÃO AMIGOS, AMANHÃ ESTÃO BRIGANDO.

O Benedito teve SUA GRAÇA ALCANÇADA. Observem seu olhar piedoso pedindo aos santos sua eleição; o que é que o dinheiro não faz!

 

Escrito por em-evidencia às 15h11 [ ] [ envie esta mensagem ] []

O FANTÁSTICO DA GLOBO –o show da vida

Terminado o programa do Faustão que já é por natureza uma baboseira, com o seu falatório ensurdecedor de mais de 80 dBs nos ouvidos dos telespectadores vão assistir o Fantástico que é mais um programa policial de acidentes, crimes, tramóia de todo tipo. Será que esse programa deve ser chamado de Fantástico – É o Show da Vida, ou o show da morte? Quase nada de interessante apresenta, é constituído de assuntos na sua maioria funestos que nos leva a desligar a televisão para não assistirmos tantas misérias que já foram noticiadas durante toda a semana na maioria das estações de televisão e rádio.

Realmente o Jornal Hoje e o Jornal Nacional, merecem nossos elogios, mas ha de se convir que os grandes astros do humorismo já estejam morando no céu. Melhorem essa ZORRA TOTAL que está muito pobre de espírito.

Escrito por em-evidencia às 23h39 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 

Escreveu - Repassando de Rodrigo Borges

 

 

AS TOP FIVE DO PORTUGUÊS

 

5º Lugar - AMOR OU INTERESSE ?

- Diga-me, Manoel, tua mulher faz

sexo com você por amor ou por interesse?

- Olha, Joaquim, eu acho que é por amor...

- Como é que você sabe?

- Porque ela não demonstra nenhum interesse!!

----------------------------------------------------------4º Lugar - MANOEL NA ZONA

Manuel chega na zona, louco por um programinha e pergunta pra cafetina:

- Quanto está a custaire o coito com uma das meretrizes?

- Depende do tempo! diz a cafetina.

- Pois, baim... Suponhamos que chova..

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3º Lugar - MANOEL NO RESTAURANTE

O Manoel entra no restaurante e pergunta:

- Por favor, me dá uma bacalhoada!

- Ao que o atendente pergunta:

- Já sei! O senhor é português?

- Como descobriste? Foi por causa do meu sotaque ou pelo fato de eu ter pedido bacalhoada?

- Nem um nem outro... É que aqui é o Mc Donald's!!!

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2º Lugar - MANOEL NO BRASIL

O Manoel estava voltando da viagem que fizera ao Brasil.

Chegando no aeroporto, seu amigo Joaquim o esperava.

- E aí,Manoel, como foi de viagem?

- Muito bom...

- E o que tu mais gostaste no Brasil??

- Ah, das praias, da mulherada! É uma maravilha!!!!

- E do que tu não gostaste???

- Ah, das escadas rolantes...

Tu acreditas que, um dia, eu estava subindo e acabou a energia elétrica...

Eu fiquei lá, parado, em pé, por mais de 2 horas!!!

- Ê, Manoel, mas tu és burro. hein!!!! Por que tu não te sentaste???

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Escrito por em-evidencia às 12h56 [ ] [ envie esta mensagem ] []

São fatos intempestivos

Não se entende o motivo pelo qual os Bancos de crédito comercial conforme temos assistido pela TV no julgamento do Mensalão, cometeram tantas irregularidades e sequer sofreram qualquer penalidade pelo Banco Central. Por irregularidade bem menores, outros bancos foram fechados  e aqueles que compartilharam do Mensalão, continuam operando sem qualquer restrição.

O Supremo Tribunal precisa levar aos bancos do réu todos os “Cbeças” do tal Mensalão. Tem muita gente rica à custa do dinheiro da Nação e conseqüentemente do nosso dinheirinho.

Todos os dias acontecem fatos que podemos chamar de intempestivos, como por exemplo: Ao invés de votarem no Congresso assuntos importantes para todos nós brasileiros, ficam discutindo e aprovando a divisão da receita do petróleo, do tão propalado pré-sal que ainda não se sabe qual será o seu verdadeiro resultado.

O Governador do Rio de Janeiro apareceu na televisão, exaltado, fazendo comentários desairosos com respeito á arrecadação ,”ou melhor dizendo” sobre a sua parte no PRÉ-SAL.

 

Escrito por em-evidencia às 17h46 [ ] [ envie esta mensagem ] []

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      ACONTECEU

 

          Certa feita quando trabalhei por três décadas numa determinada empresa bancária, gozei de algum prestigio por parte da sua diretoria e principalmente de um dos seus mais importantes diretores que apreciava com certo entusiasmo o meu dedicado e próspero trabalho. Esse diretor, muito embora de grande prestígio em seu Estado e de capacidade econômico financeira das melhores, não possuía nenhum título superior e por esse motivo, certa feita em tom de galhofa argumentou: como não possuía nenhum título de doutor, todos o chamavam de “Seu Zé” quando poderiam chamá-lo de Comendador José de tal! E perguntou-me de maneira sutil e franca, se haveria possibilidade diante dos meus conhecimentos, em conseguir uma Comenda.  Naturalmente repliquei por motivos óbvios, mesmo contando com boas amizades com alguns políticos da época e especialmente com o Governador Lamenha Filho, meu amigo, de quem recebi convite para importante cargo na sua administração, o que recusei por motivos profissionais. Fiz ver ao meu diretor, das condições primordiais para aquela benemerência e por esse motivo não me atreveria a tal procedimento.  Logicamente que o diretor reconhecendo a franqueza da minha atitude, continuou com a mesma firmeza de ações e prestimosidade de sempre, ciente de que vale muito mais a dignidade do homem do que mesmo uma honraria forçada.  

 



Escrito por em-evidencia às 12h35
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     É FÁCIL VIRAR COMENDADOR!

 

 

          Tenho observado que vez por outra é votado no parlamento aprovação de homenagem à personalidade insigne que naturalmente tenha prestado relevantes serviços ao Estado ou ao Município, devendo ser este, naturalmente, o espírito da homenagem. Nem sempre esse preito faz jus a quem se pretende homenagear, tanto é verdade que já aconteceu a revogação de certa homenagem, mesmo após a entrega solene da comenda, naturalmente por motivos óbvios.

 

           Aquele que aparenta merecedor de uma “Comenda” tão significativa, da ordem honorifica, não pode ser contemplado aleatoriamente por amizade ou gratidão.

O valor intrínseco de uma Comenda jamais poderá deixar dúvidas ou omissão, no entanto em algumas ocasiões, verifica-se que interesses escusos podem comprometer a boa fé dos incautos.

 

              Existem figuras que muito fizeram pelo nosso Estado, e algumas que ainda fazem e são esquecidas. É muito raro se conhecer o merecimento daqueles que são homenageados com um título honorífico pelo poder constituído

         Tenho assistido ultimamente, pela televisão, uma série de homenagens meritórias a diversas pessoas, uma delas ao jovem cantor, sempre presente aqui em nosso Estado, contratado, naturalmente, para shows artísticos, a exemplo de tantos outros artistas que por aqui passaram, não significando que tenham prestado relevantes serviços ao município ao ponto de serem homenageados.

          As autoridades devem sempre primar pela concessão desse privilégio, evitando que um título honorífico fique vulgarizado como já vem acontecendo há anos. O mesmo tem                          se dando com o patrimônio público edificado em nossas cidades.

Escrito por em-evidencia às 14h15 [ ] [ envie esta mensagem ] []

E-MAIL DE PAULO NUNES COSTA = PP7HO@IG. COM. BR

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Escrito por em-evidencia às 13h59 [ ] [ envie esta mensagem ] []

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    ACONTECEU NUM TAXI                                      Uma mulher, de táxi, com a filha de 11 anos, anda à noite.  No caminho, a menina vê mulheres rodando 'bolsinhas’. -Mãe, o que aquelas mulheres estão fazendo?-Esperando seus maridos saírem do trabalho. O taxista rindo, diz:

-Fale a verdade para a garota...  Elas são prostitutas, e estão esperando clientes que lhes paguem para fazer sexo!

Todos ficam calados até que a menina pergunta: 

-Aquelas mulheres também têm filhos, mamãe?

-Claro que sim, filha! Como você acha que nascem os taxistas?!

MORAL DA ESTÓRIA: nunca se meta na conversa dos outros! 



Escrito por em-evidencia às 23h08
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PROVOCAR GENTE INTELIGENTE PODE SER MUITO PERIGOSO...!

 

Certa vez (fato verídico) Einstein recebeu uma carta da miss New Orleans/USA, onde ela dizia:

" Prof. Einstein, gostaria de ter um filho com o senhor... A minha justificativa se baseia no fato de que eu, como modelo de beleza, tendo um filho com o senhor, certamente o garoto teria a minha beleza e a sua inteligência!".

 Einstein respondeu-lhe: " Querida miss New Orleans, o meu receio é que o nosso filho tenha a sua inteligência e a minha beleza...

 

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Quando Churchill fez 80 anos, um repórter (de menos de 30) foi fotografá-lo e disse:

- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.

 

Resposta de Churchill:

- Por que não? Você me parece bastante saudável...

 

Telegramas trocados entre o dramaturgo Bernard Shaw e Churchill, seu desafeto. Convite de Bernard Shaw para Churchill: "Tenho o prazer e a honra de convidar digno Primeiro-Ministro para primeira apresentação minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver."

Bernard Shaw.  Resposta de Churchill:

"Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação. Irei à segunda, se houver." Winston Churchill.

 

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O General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na II Guerra Mundial. Parte do seu discurso: "Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói".

Churchill ouviu o discurso e com ciúme, retrucou: Eu fumo, bebo, prevarico e sou o chefe dele!”

Bate-boca no Parlamento inglês.

Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma Deputada oposicionista, Lady Astor, que pediu um aparte. Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos. Mesmo assim concedeu a palavra à Deputada. E ela disse em alto e bom tom:

- Senhor Ministro, se V. Excia. fosse o meu marido, eu colocava veneno em seu chá! Churchill, lentamente tirou os óculos, seu olhar astuto percorreu a platéia e com o silêncio com que todos aguardavam, lascou: - Nancy, se eu fosse o seu marido, eu tomaria esse chá!

Escrito por em-evidencia às 12h31 [ ] [ envie esta mensagem ] []

 O ESTADO DE VIDA IDEAL

 publicado no blog de 20 de de novembro e 2009  emevidencia.zip,net

          Nesta tarde de domingo 20 de dezembro, surpreendendo a todos os maceioenses com um dia nublado, encontrei na internet um artigo publicado no dia 23 de novembro pelo Senador Renan Calheiros, com o seguinte título: “BOLSA-FAMÍLIA VENCE A FOME”

          Na realidade a fome é um dos piores se não o maior problema de avidez causado a humanidade, mas é necessário lembrar que o ser humano não vive somente do alimento que mata sua fome. – Trabalhar, alimentar-se, descansar e voltar no dia seguinte à mesma labuta, sem viver um estado de espírito saudável por menor que lhe seja, de nada vale o alimento se o corpo está prestes à mutação até a morte pela enfermidade cometida incapaz de ser curada por falta dos requisitos necessários para manutenção da sua saúde, propulsora do estado de viver.

          Falta muita coisa ainda e o tempo se esvai. As promessas de campanha deixam muito a desejar e nem sempre são cumpridas. O brasileiro tem memória muito curta e termina se conformando com o pouco que lhe é servido, contanto que lhe satisfaça hoje, pois amanhã será outro dia para continuar esperando.

Escrito por em-evidencia às 17h16 [ ] [ envie esta mensagem ] []

ESQUECERAM-SE DE NÓS

               Em janeiro de 1963 quando fundamos o Alagoas Iate Clube, juntou-se a nós com o entusiasmo que lhe era  peculiar, principalmente pelo esporte da vela, o então Capitão dos Portos de Alagoas , Capitão de Corveta Jorge  Tibau que nos trouxe  a idéia  de transferir o Clube para dentro do mar.  Apesar do pouco espaço de tempo em que estava em Maceió, teve a larga visão de observar que a Ponta Verde onde instalamos o Clube, estava a margem de uma das praias mais bonitas do Brasil, com um cenário pitoresco pelos seus bancos de pedras calcárias e águas claras e esverdeadas, tornando o ambiente lindo e acolhedor. Proporcionou-nos todo elemento necessário ao encaminhamento do pedido para o Ministério da Marinha e providenciou o encaminhamento em uma de suas viagens à Brasília, do  dossiê necessário aos primeiros estudos para aprovação do pedido. Depois de cumpridas exigidos pelos  vários setores competentes do Ministério, obtivemos a devida autorização assinada, na época pelo então Ministro da Marinha, Silvio Borges da Silva Motta. Imediatamente a Capitania dos Portos nos forneceu o Alvará de Licença de Construção e continuou indefinidamente acompanhando a construção e instruindo sobre como se portar no sistema de iluminação e informando tão logo fosse concluída totalmente a construção, fosse informado para fazer constar da carta marítima de navegação.

               Durante seus 40 anos de existência após titânica luta para conseguir verba suficiente (diga-se de passagem: exclusivamente dos associados) e apoio dos alagoanos de boa fé, o Alagoinha assim chamado por todos, tornou-se a obra mais apreciada pelos turistas que subscreveram mais de 10 mil assinaturas com referências das mais elogiáveis a um Clube social em todo o país.

               Jamais um Capitão dos Portos e tantos outros oficiais da alta cúpula da Marinha do Brasil deixaram de comparecer aos eventos do nosso Clube, inclusive nas manhãs de sol realizadas aos domingos e feriados e muitas vezes para prestigiar as regatas e as provas de natação realizadas na bacia da Pajuçara. Infelizmente “Azas  Negras” sempre estão presentes em todas as boas iniciativas, principalmente quando são aproveitadores parasitas que nada produzem em benefício de sua Terra, incapazes de realizar algo sem as gordas remunerações que muitas vezes são surrupiadas.

               Após os acontecimentos destrutores do “ALAGOINHA” ao invés de contarmos com o apoio incondicional do Governo do Estado e de outras autoridades para o seu soerguimento como fonte produtora do turismo de Alagoas, que o era, se dá ao contrário com o intuito de se fazer  aquilo que jamais foi pretendido em tempo algum. O alagoano como todos os brasileiros tem sua grande culpa no caos que envolve o nosso país. São eles os propulsores da degradação e da anarquia que nos envolve, levando os malfeitores aos mais altos cargos do poder.

          Morre a matéria, mas a alma e o amor próprio continuam, embevecidos, principalmente, pela  grandeza de suas  atitudes e realizações em benefício de uma coletividade. Forças estranhas tudo fizeram pela derrocada do “Alagoinha”certos de que perdurará  eternamente o poder econômico e político, tão próprio da humanidade gananciosa.

Do Alagoas Iate Clube surgiram grandes realizações. Frutificaram Duas Flotilhas de Snipes, a prova  de natação e a Federação Alagoana de Vela e Motor, alem das revistas e cartões postais  espalhados pelo Brasil e o mundo, propagando as belezas de nossa querida Maceió, como uma espécie de herdeiro do Gogó da Ema que tanto enalteceu  nossa cidade em versos e prosa.

A Capitania dos Portos que tanto fez pelo Clube, hoje renega a sua existência e chega até apoiar as irregularidades de apropriação de um patrimônio que lhes pertence por força estatutária e que tem como seu maior patrono o Comodoro de Honra o Capitão dos Portos de Alagoas desde a sua fundação, numa homenagem ao seu idealizador sobre o mar. Jamais a comodoria do Clube foi omitida das inúmeras cerimônias realizadas na Capitania.

O espírito altruístico do ALAGOAS IATE CLUBE continua vivo na memória de seus idealizadores tendo, ainda, como chama viva de sua história o busto do patrono da nossa Marinha, O Almirante Joaquim Marques Lisboa – Marques de Tamandaré

     Escreveu: Paulo Costa Comodoro.

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Escrito por em-evidencia às 18h49 [ ] [ envie esta mensagem ] []

          PAPAI  NOEL

        Pesquisando sobre a época natalina, encontramos várias estórias que falam sobre o MITO Papai Noel. Imediatamente veio-me à lembrança, o artista alagoano, radicado no Recife, Aldemar Paiva que escreveu e produziu em gravação o seguinte poema:

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Não gosto de você Papai Noel. Também não gosto desse seu papel de vender ilusões a burguesia. Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio a humildade, jogavam pedras nessa fantasia. Você talvez nem se recorde mais. Cresci depressa e me tornei rapaz, sem esquecer, no entanto o que passei.

 

Fiz um bilhete pedindo um presente, e a noite inteira eu esperei contente; chegou o sol e você não chegou. Dias depois meu pobre pai cansado, trouxe um trenzinho velho, enferrujado, que me entregou com certa hesitação, fechou os olhos e balbuciou: É pra você, Papai Noel mandou. E se esquivou contendo a emoção.

 

Alegre e inocente nesse caso, eu pensei que meu bilhete, com atraso chegara as suas mãos no fim do mês. Peguei o trem, dei corda, ele partiu, deu muitas voltas e meu pai sorrindo me abraçou feliz. O resto só eu pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade.

Meu pai chegou um dia e disse de medo: onde é que está aquele seu brinquedo? Eu vou trocar por outro na cidade! Dei-lhe o trenzinho quase a soluçar. E quem não quer abandonar um mimo que lhe deu quem lhe quer bem, eu disse medroso, pai, eu só queria ele... Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele e, por favor, não vá levar meu trem.

Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto tão puro e santo que só Jesus chorou. Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou, ele não deu ouvido... Saiu correndo e nunca mais voltou. Você Papai Noel me transformou num homem que a infância arruinou, sem pai, sem brinquedo.

Afinal seus presentes não há um que sobre, para riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com Natal. Meu pobre pai doente, mal vestido, para não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão, num gesto nobre, humano, decisivo. Foi longe pra trazer-me um lenitivo, roubando o trem do filho do patrão. Pensei que viajara, no entanto, minha mãe em pranto contou que fora preso e como réu ninguém absolve-lo se atrevia. Foi definhando até que Deus um dia entrou na cela e libertou pro céu

Escrito por em-evidencia às 13h39 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Escrito por em-evidencia às 13h23 [ ] [ envie esta mensagem ] []